Integração e Entrega Contínua de Software

É consenso na área de TI que o software mais bem escrito, que desfrute da melhor técnica de programação e que tenha o front-end mais virtuoso da história, fora das nas mãos do cliente é absolutamente inútil, pois não gera receita. É nessa perspectiva que surge o conceito de integração e entrega contínua de software.

Quanto mais tempo se passa antes da entrega, maior os custos do projeto e menor sua viabilidade financeira para os desenvolvedores. O dinamismo do mercado exige a prioridade de:

  • Softwares em funcionamento — para ontem! —, em vez de documentação abrangente;
  • Participação do cliente durante todo o período evolutivo, em vez de processos longos e ferramentas indecifráveis;
  • Interligação entre equipes, em vez das incomunicáveis “ilhas” entre as áreas de TI.

A Entrega contínua diz respeito à implementação de softwares de forma automática e on demand, independente do estágio de vida do projeto. Nessa abordagem, a disponibilização é feita em tempo muito mais curtos, com menor custo, de maneira mais objetiva, sem comprometer a qualidade.

Ela pressupõe um ambiente de negócios em que os requisitos mudam permanentemente, o que exige flexibilidade, automatização e organização interna do time de TI, que precisa ser mais ágil e mais conciso, além de habilitado a trabalhar em sintonia fina: um verdadeiro nado sincronizado da programação.

Se sua empresa tem perdido projetos por não trabalhar com metodologias ágeis, vale a pena ficar conosco nas próximas linhas.

Desenvolvimento ágil de software e projetos

O desenvolvimento ágil de softwares e projetos surgiu da necessidade que mercado apresentou de reduzir o time-to-market das aplicações, por meio da entrega contínua de software e de valor, sendo o segundo caracterizado pelo pleno funcionamento do primeiro.

Todavia, é preciso lembrar que não basta apenas rodar: as aplicações precisam apresentar desempenho suficiente, segurança e confiabilidade. Com as metodologias ágeis e o desenvolvimento colaborativo, ao final de cada sprint — entre 15 dias e 1 mês —, o cliente tem contato com um produto funcional e crescente valor agregado. Feedbacks constantes e alta integração entre equipes de desenvolvimento e operações (DevOps) fazem parte desse universo.

São características dessa abordagem:

  • Entregas contínuas de softwares funcionais em ciclos iterativos;
  • Metodologias ágeis com flexibilidade para mudar quando necessário, mesmo com a descoberta tardia das necessidades de alteração de escopo — versatilidade que garante vantagem competitiva para o cliente;
  • Colaboração com o cliente para o bom andamento do projeto, sem detrimento da importância contratual;
  • Respostas rápidas às mudanças, sem prejuízo do planejamento.

Diferenças entre métodos tradicionais de desenvolvimento e metodologia ágil

A abordagem tradicional entende que um produto somente faz sentido quando é totalmente entregue. Diferentemente, o gerenciamento ágil de projetos preconiza a entrega rápida de um conjunto mínimo de funcionalidades, com qualidade, para suprir parte das necessidades do cliente.

A estrutura que suporta cada metodologia também apresenta diferenças significativas:

  • No método tradicional:
    • Estruturas formais são implementadas para garantir padrões de gerenciamento de projetos;
    • Há rigidez hierárquica no processo evolutivo do software;
  • No desenvolvimento agile:
    • O time é enxuto, multidisciplinar e tem autonomia para tomar decisões individuais — todos são “gerentes”;
    • A entrega tem prioridade sobre minudências burocráticas;
    • Há maior interação entre as ramificações da TI, sincronia preconizada pelo DevOps entre desenvolvimento e operações.

Sistema de controle de versão de software

Um sistema de controle de versão de software é uma ferramenta que registra mudanças feitas em arquivos, ao longo de um período, permitindo recuperar versões específicas. Em uma abordagem que prioriza a rapidez na entrega e na qual os erros exigem retorno a modelos anteriores, o versionamento de software é instrumento básico de todo desenvolvedor de excelência. Abaixo, detalhamos alguns de seus benefícios.

Trabalho concomitante de diversos profissionais sobre os mesmos arquivos

Um sistema de controle de versão de software permite que isso ocorra sem que um sobrescreva o código do outro, por meio de “sistemas de versão distribuídos” ao invés de sistemas centralizados.

Em um servidor central há risco de perda de todo o trabalho, caso o disco do servidor do banco de dados seja corrompido. Servidores distribuídos — como é o caso do Git — são simultaneamente cópias e repositórios, permitindo definir diferentes tipos de workflow.

Criação de tags para retorno à última versão estável

Nas práticas ágeis de desenvolvimento as entregas são feitas rapidamente e há muitas etapas de iteração — como no DevOps. Logo, é possível haver, em determinado momento, constatação de falhas e necessidade de voltar à última versão estável. Nesse caso, as marcações garantem mais segurança e rapidez aos projetos.

Possibilidade de rastreamento de todo o ciclo de vida do projeto

As ferramentas de controle de versão identificam o autor e a data de criação de cada nova versão de um documento. Assim, todo o processo de desenvolvimento do software é rastreável.

Automatização de entrega de software

Muitos programadores torcem o nariz quando se fala em automatização de entrega ou de desenvolvimento de software, como se fosse um atentado à arte de criação. Mas não é.

O desenvolvimento linha por linha é extremamente trabalhoso e um segundo de desatenção compromete todo o projeto. O modelo inteiramente manual é inaceitável em projetos de larga escala, pois vai contra qualquer princípio da metodologia ágil.

Os maiores fornecedores de ferramentas de deploy automatizado e contínuo entregam, inclusive, muito mais do que plataformas, mas o know-how de especialistas em desenvolvimento de software. Afinal, automatizar scripts não é suficiente: é preciso garantir a qualidade do produto.

Ferramentas como o Cerberon — referência em automação do ciclo de desenvolvimento e entrega do software — oferecem não somente a ferramenta, mas também suporte e acompanhamento contínuo de analistas, que auxiliam na prevenção de problemas técnicos.

Algumas dicas para executar o processo automatizado de entrega de software com eficiência são:

  1. Ter um projeto completo daquilo que será testado, com suas funcionalidades mais importantes, com prioridade para aquelas mais utilizadas ou que mudam mais frequentemente;
  2. Não deixar os testes para o final do projeto e executá-los de forma independente;
  3. Escrever bem e com ótima lógica de programação os códigos de testes.

Sem a automação de deploy, a integração e entrega contínua de software não existem. Automatizar fornece a possibilidade de:

  • Entregar um produto com menor chance de erros;
  • Reduzir o tempo de produção e entrega;
  • Aumentar o ROI de automação de testes;
  • Melhorar a qualidade do software.

ALM – Gerenciamento de ciclo de vida de aplicativos

No processo de entrega contínua de software, trabalhar com gerenciamento do ciclo de vida de aplicativos — em inglês, Asset Liability Management, que origina a sigla ALM — é essencial.

Ao contrário do que muitos supõem, o ALM não se confunde com Ciclo de Vida de Desenvolvimento de Software (Software Development Life Cycle ou SDLC), por ser muito mais abrangente. Ele inclui desde a ideia inicial da criação da aplicação, passando pelo seu desenvolvimento, entrega, manutenção, até o final de sua utilização.

O ALM é fator-chave do sucesso, na racionalização de um time para a entrega um produto de alta qualidade, pois centraliza atenção na definição de requisitos, desenvolvimento, gestão de ativos, testes e releases.

Ele é dividido em 3 fases diferentes:

  • Governança: tomada de decisões, sobretudo no início, mas que perdura por todo o ciclo de vida do projeto;
  • Desenvolvimento, que é a criação da aplicação propriamente dita;
  • Operações, logo após a entrega.

Diante da crescente exigência dos clientes sobre as aplicações, a integração e entrega contínua de software conduz à simplificação do fluxo de trabalho entre DevOps, e permite o controle preciso do ciclo de vida daquilo que está sendo entregue. Ferramentas e softwares ALM, como o Cerberon, proveem esse acompanhamento de ponta a ponta com rapidez e harmonia entre todo o time de TI.

Percebeu tudo que caracteriza uma equipe eficiente baseada na integração e entrega contínua de software e o que a diferencia de uma estagnada na areia movediça do desenvolvimento tradicional? Para mudar os resultados do seu time e agregar muito mais ROI sobre seus projetos, entre em contato conosco e apontaremos o caminho.

Fale Agora Com Um Consultor