Seja no desenvolvimento de um software ou na criação de uma nova política de segurança, entre outras situações, sempre é valido pensar numa excelente gestão de riscos. Afinal, é ela que vai prever os problemas que podem acontecer ao longo do projeto e tentar achar as melhores soluções para as adversidades encontradas.

Continue a leitura deste artigo e entenda um pouco mais sobre o tema!

Defina uma cultura empresarial

Esse é o primeiro pilar de uma boa gestão de riscos. A princípio, é preciso identificar como a sua empresa trabalha com o tema, ou seja, se ela pensa nele como uma parte essencial dos negócios ou não. Em ambos os casos o gestor de TI deve imaginar um planejamento estratégico e operacional que busque incentivar cada vez mais a prática.

Todos devem entender a importância do assunto, assim como os benefícios que a instituição terá e os malefícios, caso ele seja ignorado. Se grande parte da organização não compartilhar da mesma filosofia, todos os processos que serão descritos abaixo podem cair por terra devido a simples descuidos dos funcionários. Não deixe que isso aconteça!

Identifique os riscos

Agora, focando especificamente nos projetos, é preciso saber quais são os possíveis problemas que podem ocorrer no meio do caminho. Caso seja possível, um brainstorm com todas as pessoas que vão participar do trabalho é algo que pode ajudar bastante no processo de detecção de possibilidades. Os integrantes dessa reunião devem estar com a mente aberta para perceber tudo o que pode ocorrer durante o empreendimento.

Além disso, o gestor de TI deve incentivar o grupo a desarmar-se dos preconceitos para que todos pensem até mesmo nas possibilidades que pareçam bobas, o que vai evitar que algo inesperado aconteça. Aliás, sempre tenha em mente que esses imprevistos são os mais difíceis de serem resolvidos justamente porque não foram previamente analisados.

Entenda quais são os riscos

Depois de identificar as potenciais adversidades, a boa gestão de riscos deve entendê-las para saber como criar barreiras, além de prever quais podem ser as melhores intervenções a serem feitas. Uma ótima maneira de organizar esse método de trabalho é analisando a probabilidade do contratempo acontecer e o impacto que ele terá no projeto caso realmente ocorra.

Assim, você poderá classificar os riscos de acordo com o seu peso. Por exemplo, caso algum deles tenha uma grande chance de ocorrer, mas com um impacto pequeno, seu peso será médio. Já aquele que tenha um impacto médio, mas com boas chances de acontecer, terá um peso alto.

De qualquer forma, a gestão de riscos deve levar em consideração todas as fontes de complicações, além de criar sistemas e processos que solucionem rapidamente o infortúnio. Gaste o tempo que seja preciso nessa etapa para ter em mente todos os planos ideais para acabar com os problemas que possam ocorrer.

Faça o melhor planejamento de gestão de riscos possível

Agora que você tem todos os riscos em mente, será necessário fazer um planejamento detalhado que leve outros itens em consideração. Pense em que tipo de metodologia usar, em como evitar o scope creep, se será preciso delegar tarefas relativas à gestão de riscos para outros funcionários etc.

Antes de falar especificamente sobre cada um desses pontos, é necessário dizer que o planejamento seja simples e eficaz. Isso porque toda a gestão de riscos deve ser facilmente transmissível a todos os envolvidos para que eles consigam trabalhar com a clareza necessária.

Quanto à metodologia, é interessante levar em consideração o expertise dos envolvidos no empreendimento. Eles estão mais adaptados aos métodos tradicionais ou aos ágeis? Converse com a equipe, saiba os prós e contras de cada um, pese na balança e decida. Depois disso, o ideal é manter o mesmo tipo de trabalho até o fim para que tudo fique padronizado.

Sobre o scope creep, muitos gestores de TI já participaram de projetos que precisaram ser "eternamente" modificados devido às constantes mudanças de necessidades. Para que isso não aconteça, dê o devido foco à fase de planejamento, converse bastante com o cliente e chegue a um acordo final. Assim, ambos saberão o que será feito, o que pode ser exigido e o que não pode ser modificado ao longo do contrato.

Lembre-se de que a gestão de riscos não precisa ser feita por apenas uma pessoa! Já falamos anteriormente do brainstorm e aqui reforçamos esse ponto. Afinal, talvez exista alguém mais bem preparado para tratar de um risco específico, então por que não deixá-lo com essa tarefa? Assim, você ficará livre para cuidar de outros setores — mas lembre-se de que a responsabilidade final ainda é sua.

Invista em comunicação

Gerenciar uma equipe de TI com uma má comunicação é um péssimo começo. Inclusive, essa é uma das principais causas para falhas em projetos de TI. É preciso que todos entendam a sua função dentro do processo e saibam do desempenho geral para que se mantenham atualizados e alinhados.

Criar um modelo que incentive a comunicação sem ser chato, como em reuniões periódicas, pode ser um ótimo passo. Aqui, também é preciso zelar por um bom planejamento que englobe todos os envolvidos.

Aposte em treinamentos

Ninguém progride sem um bom estudo. Aqueles que têm um maior conhecimento acerca da gestão de riscos em geral — e sobre a que foi instaurada para o projeto — devem ensinar aos mais novos da equipe. Assim, todos saberão como resolver os problemas que acontecerem ou, ao menos, dar opiniões mais embasadas!

Aprenda com os erros e acertos!

A gestão de riscos pode ser feita de uma maneira muito mais fácil caso empreendimentos anteriores sejam analisados. Muitos deles contêm lições valiosas que podem ajudar a solucionar obstáculos comuns ou até mesmo algumas adversidades mais raras que podem ocorrer duas vezes.

Em ambos os casos, você poderá rever estratégias e planejamentos, saber o que funcionou e o que não funcionou para determinado problema etc. Por isso, é muito importante que você arquive todos os trabalhos feitos e disponibilize-os em algum banco de dados para que, futuramente, toda a equipe tenha acesso a esse conhecimento.

A princípio, parece que você terá que absorver muita informação, mas não se preocupe! Depois de ter feito alguns projetos, todas essas "regrinhas" ficarão naturalizadas e a sua gestão de riscos será cada vez mais eficaz.

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