A cloud computing exige um upgrade na gestão em TI. Você concorda com esta afirmativa? Pois saiba que ela é muito correta. A computação em nuvem revolucionou a TI em muitos sentidos e, como não poderia deixar de ser, também movimentou a forma com que os gestores de tecnologia lidam com ela nos mais variados tipos de organização ao redor do mundo.

Cloud computing é protagonista e exige uma gestão em TI disruptiva

A América Latina, afirma a IDC, está vivendo em plena era da transformação digital e a cloud computing é uma das molas propulsaras deste movimento — inclusive, o Brasil está na dianteira na região.

De acordo com a consultoria, as empresas estão entrando em um modo de adoção da computação em nuvem “mais amplo e profundo, motivadas por novas aplicações e cargas de trabalho”, o que fará com que somente os investimentos em nuvem pública devam girar em torno de US$ 3,6 milhões até o final de 2016.

Mas este movimento amplo e profundo de adoção de serviços de nuvem precisa ser suportado por gestores de TI capacitados, com ampla visão do que acontece e também das tendências tecnológicas que apoiam as mais diversas frentes de negócios.

Passado o período de conscientização dos benefícios da computação em nuvem e também das resistências por parte dos diretores das empresas, agora o movimento é de migração dos dados para a nuvem. Tarefa para bons gestores.

Se a cloud computing fez com que as empresas fizessem um profundo mergulho em suas culturas em relação à tecnologia, também provoca disruptura na gestão em TI. Não é possível orquestrar serviços de TI em cloud computing da mesma forma com que se fazia no modelo tradicional.

Isso porque, ao mesmo tempo em que a computação em nuvem diminui a complexidade da TI, também aumenta as exigências de conhecimentos técnicos e de atualização constante por parte dos gestores.

Ela libera os gestores e suas equipes para uma atuação mais consultiva e estratégica e, para isso, também é preciso estar preparado — até então, os departamentos de TI eram considerados “suporte”, lembra?

Cloud computing: uma gestão em TI mais focada em garantir disponibilidade e segurança ao usuário

Se suporte e atualizações ficam por conta do provedor de serviços de nuvem, o mesmo não se pode dizer da disponibilidade de conexão (fundamental para o andamento da operação baseada na nuvem) e da segurança da informação (a parte que diz respeito ao lado de cá do processo).

Recai sobre o gestor de TI a responsabilidade de gerir a conectividade da empresa para que todas as unidades do negócio (departamentos, filiais, parceiros de negócio) tenham acesso aos sistemas, infraestrutura virtualizada etc.

Da mesma forma, a segurança dos dados tem uma interface que precisa ser acompanhada de perto: o fator humano, os usuários em poder de chaves de acesso e mobilidade para imputar dados, modificá-los, transportá-los onde quer que estejam e por meio de qualquer dispositivo.

Também é importante lembrar que ao mover-se para a nuvem, as habilidades de gestão em TI no que concerne os níveis de automação devem ser aprimoradas. Muitos departamentos de TI não estão prontos para uma gestão de TI automatizada e, portanto, tende a atrasar sua migração.

Ou seja, o gestor deve romper com o modelo (inclusive mental) de fazer monitoramento dos recursos tecnológicos da forma tradicional para aproveitar a automatização de backups, de segurança etc.

E — como não lembrar? —, também é preciso se acostumar a trabalhar de forma colaborativa com o provedor de cloud computing. Não é todo gestor de TI que está preparado para deixar que o fornecedor se encarregue de todos os detalhes técnicos da infra, por exemplo. Isso exige uma certa maturidade cultural e é natural que, em muitos casos, ela demore um pouco a acontecer.

Cloud computing oferece chances de uma gestão em TI mais analítica — e as empresas querem isso

Toda a capacidade tecnológica advinda do Cloud Computing também trouxe às empresas mais facilidade para coletar e analisar dados estruturados e não estruturados (internos e de fontes externas como redes sociais, por exemplo).

Acontece que esta demanda recai primeiramente sobre os gestores de TI que, por sua vez, precisam buscar junto ao mercado soluções de Big Data e também profissionais capacitados para fazer análise de dados.

Para se ter uma ideia, o McKinsey Global Institute estima que até 2018 deve faltar no mercado mais de 190 mil pessoas com as competências para analisar dados e transformá-los em informações úteis para os negócios.

Este também é um desafio que requer jogo de cintura por parte dos executivos que fazem gestão em TI. O salto da posição de suportadores a analistas de dados e processos de negócio exige capacidade de negociação, recrutamento de profissionais especializados, comunicação com vários perfis de usuários e parceiros.

Shadow IT: cloud computing possibilita que qualquer um adquira tecnologia

Por fim, um último ponto que merece destaque é o fenômeno do Shadow IT. Você já ouviu falar dele? Trata-se, basicamente, da utilização de tecnologia dentro da empresa sem o conhecimento do departamento de TI.

Como agora é possível comprar aplicativos e sistemas no modelo SaaS com apenas alguns cliques, é natural que alguns departamentos adquiram tecnologia em cloud computing sem solicitar auxílio ou sem notificar o departamento de TI.

E, nós sabemos, isso implica em diversos riscos à segurança da informação, além dos tradicionais conflitos de comunicação (alguns departamentos imputando e processando dados em um sistema paralelo, por exemplo).

Via de regra, analisando o comportamento dos usuários de tecnologia, que agora a veem como uma extensão de suas vidas, é possível afirmar que este fenômeno só tende a crescer. Portanto, a ideia não é lidar contra ele, mas sim aprender a lidar com ele.

É preciso, portanto, que o profissional de gestão em TI dialogue de uma forma mais empática com todos os departamentos da empresa, coloque-se à disposição para ajudar nas buscas de ferramentas e equipamentos e, sobretudo, conscientize as pessoas dos riscos da prática do Shadow IT, mostrando como cada um pode contribuir (ou não) com a segurança dos dados corporativos.

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