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Como reduzir custos com Governança de TI?

Reduzir custos de TI é talvez a expressão mais ouvida nos corredores das salas de direção da maior parte das empresas. Por outro lado, por mais que pareça antagônico, o novo papel da tecnologia nas organizações (totalmente integrada ao negócio e focada no alcance dos resultados institucionais) “espreme” os CIOs cada vez mais para que estes sejam os maestros da inovação na empresa, provendo constantemente soluções que aumentem a produtividade, gerenciem riscos com maior precisão e encabecem a redução de custos operacionais.

De fato, a complexidade do atual ambiente corporativo tem levado a TI ao seu limite. Neste cenário, como reduzir custos com Governança de TI, em paralelo ao seu aumento de eficiência ao core business da organização? Vamos discutir isso a partir de agora!

O papel da governança de TI nas organizações

Tardiamente os CEOs estão percebendo que a tecnologia da informação é muito mais do que uma área de suporte às operações de uma organização. Quando utilizada de maneira correta (seja por micro, pequenas, médias ou empresas de grande porte), a TI proporciona informações gerenciais precisas para a tomada de decisões na empresa, além de enxugamento de processos e aumento da produtividade por meio de automatizações.

A TI já vem sendo usada nos grandes players do mercado, em diversos segmentos, como um instrumento de apoio à gestão do negócio, fornecendo indicadores poderosos, que podem ser utilizados por todas as áreas. Mas para alcançar resultados tão expressivos ao núcleo decisório, em sintonia com um processo de redução de custos, é preciso saber adaptar as melhores práticas de governança de TI na empresa. A propósito, sua empresa sabe reduzir custos por meio dessas práticas e metodologias?

A governança de TI (uma espécie de extensão da governança corporativa) foi criada para aumentar a competitividade das organizações no mercado e melhorar processos, devendo ser adotada por todos os usuários na organização, uma atuação coordenada de todos os atores para assegurar segurança da informação na execução das tarefas na empresa, disponibilidade e total funcionamento das tecnologias da informação e durabilidade de todo o sistema implantado nestas organizações.

Vale lembrar que, de acordo com levantamento do Gartner Group, a migração de uma situação onde não há nenhum processo de Gerenciamento de Serviços de TI para a adoção completa das melhores práticas pode reduzir o custo total de propriedade (TCO) de uma organização em até 48%.

Como criar um modelo de governança e maximizar o ROI

Familiarize-se com as melhores práticas mundiais em segurança da informação

Um levantamento global feito pela Kaspersky Lab com mais de 5,5 mil empresas em 26 países (incluindo o Brasil) revelou que o custo da recuperação de uma violação é de cerca de US$ 551 mil para as grandes empresas e de US$ 38 mil para pequenas e médias empresas. Dados como esse apenas reforçam a necessidade de que as empresas compreendam o que cibersegurança realmente significa. E com relação a este tema, familiarizar-se com padrões internacionais de orientação sobre segurança da informação (como a série ISO 27000) é fundamental. Vale a pena, portanto, conhecer bem:

  • ISO/IEC 27001:2013 – Contém requerimentos e especificações sobre gerenciamento em segurança da informação;
  • ISO/IEC 27002:2013 – Diretrizes para práticas de gestão de segurança da informação e normas relacionadas ao tema;
  • ISO/IEC 27005:2011 – Gestão de riscos de segurança da informação.

Não subestime a eficiência frameworks de processos, como o Cobit

O Cobit é um conjunto de boas práticas de consenso entre especialistas (centralizado mais em controles do que em execução), formado a partir de um modelo de princípios e procedimentos que transformam o ambiente de TI em uma estrutura lógica e gerenciável para o alcance da governança. Este framework trabalhará com 5 áreas críticas ao setor de tecnologia, como gestão de recursos, gestão de riscos, alinhamento estratégico, medição de desempenho e entrega de valor.

Uma TI bem estruturada direciona melhor os investimentos da empresa, desde a formação de seu bugdet anual à materialização da missão do negócio. O Cobit (assim como o ITIL) atua justamente na harmonização das práticas de TI ao core business da organização, fornecendo indicadores que proverão os gestores de maior lucidez em relação ao ambiente interno e externo da empresa. A quem não sabe como reduzir custos com Governança de TI, eis o modelo que deve ser observado com atenção.

Caso queira saber mais sobre como otimizar os investimentos na área de TI, clique aqui!

Compreenda que governança de TI é um processo contínuo e incremental

Uma boa governança de TI deve considerar todo o ciclo de vida do projeto, estabelecendo retroação constante com base em benchmarking e análise de fornecedores, no intuito de obter referencial de valores em relação a outros projetos e evitar aumentos imprevistos de despesas já orçadas. A visibilidade de operações e gastos de manutenção em todas as unidades de missão proverá a empresa de um aumento da transparência, deixando claro os custos contínuos e trade-offs envolvidos na implementação das estratégias de TI.

Concentre esforços em metodologias ágeis para desenvolvimento de softwares

As pressões crescentes sobre a TI para apresentar inovações e atualizações constantes exigem uma nova mentalidade na elaboração e execução de projetos. O alinhamento do time de desenvolvimento com o time de operações no desenvolvimento de softwares, por exemplo (em referência a processos, estratégias, ferramentas e responsabilidades) acelera entregas com alto nível de qualidade. Esta é uma característica intrínseca da metodologia DevOps, por exemplo.

DevOps (que pode ser integrado às práticas do ITIL) leva integração e automação em seus níveis mais elevados. Um exemplo dos conflitos que essa metodologia busca dissipar pode ser dado pela eterna Torre de Babel entre equipes de gerenciamento de incidentes e desenvolvimento.

Uma determinada organização possui frequentes problemas de indisponibilidade em seus sistemas. A investigação das causas das falhas passa pelo acesso a uma ferramenta de controle de incidentes, que é um instrumento da equipe de operações. O problema é que, em geral, estas soluções não possuem conexão alguma com as soluções do time de desenvolvimento.

Essa desconexão dificulta a identificação da causa-raiz das instabilidades, especialmente se as falhas gerenciadas pelo time de operações ocorrerem em função de mau funcionamento de algum software, em virtude de algum equívoco fase de implementação e testes da aplicação. Todo esse ruído de comunicação reduz a produtividade da equipe, aumenta o tempo de indisponibilidades e reduz o valor agregado das soluções de TI à organização.

Perceba que a implantação da Governança de TI faz toda a diferença na empresa. Além de alinhar a TI com a missão da companhia, seus métodos geram aprendizado organizacional sobre o valor da TI, provê continuidade ao negócio e melhoram o desempenho da empresa como um todo.

A propósito, agora que você compreendeu como reduzir custos com Governança de TI, que tal compartilhar conosco quais são as políticas de governança de TI adotadas em sua empresa? Deixe seus comentários abaixo!

2016-06-16T08:00:55-03:00Categories: ITIL|Tags: , , , , |0 Comentários

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