Já há algum tempo, falamos aqui no blog sobre a governança de TI — já entendemos que ela é uma estratégia de alinhamento das políticas de segurança da informação, privacidade e manutenção de recursos virtuais com os objetivos do negócio; que é fundamental para elevar os níveis de qualidade, segurança e disponibilidade de serviços de tecnologia.

Também já refletimos acerca de como é possível reduzir custos por meio dela, com a adoção das melhores práticas e metodologias, além de elevar o valor dos negócios e ajustar significativamente os processos. Agora, vemos a necessidade de trazer uma reflexão acerca dos principais mitos que ainda perduram em torno deste assunto.

Portanto, neste artigo vamos desmistificar a governança de TI e resolver os principais mitos sobre o assunto para que você possa avançar na implementação desta estratégia na sua empresa. Confira!

O avanço da governança de TI no Brasil

Desde o início da década de 2010, a governança de TI passou a ganhar uma atenção maior dos executivos de tecnologia no Brasil. Um estudo feito pela IDC Brasil, naquele ano, apontou que 85,3% dos 336 CIO’s consultados disseram que essa estratégia era uma de suas principais preocupações para os próximos anos.

E, de lá para cá, esse interesse só se intensificou — basta olhar a quantidade de publicações e eventos acerca do tema em todo o país. Há também a informação de que o setor bancário, de acordo com diversos especialistas, lidera a adoção da governança de ti.

Em meados deste ano, uma iniciativa governamental trouxe luz ao tema no Brasil. O Tribunal de Contas da União lançou, em parceria com entidades de auditoria pública de países como Kuwait e África do Sul, um guia com táticas para a avaliação da governança de TI, com o objetivo de ajudar entidades a fiscalizar a utilização da tecnologia no setor público.

Apesar disso, não é raro encontrar no país executivos de TI e de negócios ainda acreditando em alguns mitos que podem atrapalhar a implementação desta estratégia nas empresas. E esses conflitos de conceitos e crenças distorcidas colaboram para a falta de convergência entre a TI e os objetivos dos negócios, a perda de controles da tecnologia nas empresas, os baixos investimentos em infra, a alta rotatividade de funcionários, entre outros problemas.

Os principais mitos da governança de TI

Alguns dos mal-entendidos acerca da governança de TI não são meramente aborrecimentos, e podem afetar a capacidade de uma organização utilizar plenamente seus recursos tecnológicos e obter resultados mais robustos com isso.

A seguir, veja quais são os principais mitos em torno da estratégia, e porque eles são infundados.

“A governança de TI é só sobre o departamento de TI”

Talvez este mito esteja ligado justamente à falta de conhecimento sobre o tema, mas também pode ter algo a ver com a cultura de entender um departamento de TI apenas como suporte — como um gasto, e não um investimento. Portanto, à medida que as organizações entendem o papel estratégico da tecnologia, esse mito tende a desaparecer.

O ideal é que tanto executivos de TI quanto de negócios entendam que a governança de TI é um quadro que garante o suporte de infraestrutura de TI da organização, e permite a realização das estratégias e objetivos corporativos.

“A maturidade nos processos corporativos traz maturidade à TI automaticamente”

Logicamente, a governança corporativa precisa estar madura para se iniciar um processo de implementação da governança de ti. Mas isso não quer dizer que uma empresa que tenha processos maduros e bem estruturados também esteja alinhando a TI com o negócio, porque nem sempre os investimentos em soluções, metodologias e práticas na área de tecnologia são compatíveis com o grau de esforços empregados na gestão organizacional.

“Outsourcing prejudica a governança de ti”

Como até pouco tempo atrás a cultura de gerir toda a TI com equipe interna perdurava, ainda há muitos CIO’s que acreditam que contratar serviços, colaboradores e ferramentas externas pode prejudicar o alinhamento do departamento com os objetivos do negócio.

Pelo contrário: a terceirização pode ser uma excelente aliada. Isso porque, por meio dela, é possível reduzir custos, elevar a qualidade dos serviços, melhorar a produtividade e, assim, ter mais tempo para se dedicar à estruturação dos processos da melhor forma possível.

“É possível obter sucesso na governança de ti sem automação”

Quando se concorda que a governança de TI proporciona o perfeito estreitamento entre a estratégia empresarial e os recursos tecnológicos, a resistência à automação de TI tende a ser derrubada.

automação é a chave do sucesso da governança de TI, pois permite a criação de rotinas mais ágeis e eficientes, diminui os erros e retrabalhos, permite à equipe de TI uma atuação mais consultiva, melhora a segurança da informação e oferece mais satisfação aos usuários — entre outras vantagens.

“Governança de ti exige grandes investimentos e não pode ser adotada por PMEs”

Muitas pequenas e médias empresas simplesmente não dão atenção à governança de TI, pois acreditam que precisarão fazer grandes investimentos. Mas isso não é verdade. As iniciativas de governança são destinadas a tornar os investimentos e esforços em tecnologia mais valorosos para qualquer negócio.

E isso pode ser feito com os recursos existentes, desde que a liderança e a estrutura organizacional estejam preparadas e devidamente alinhadas. Antes de tudo, a governança de TI é uma cultura do olhar para os objetivos estratégicos tendo também a TI como um meio de alcançá-los.

Um programa de governança de TI para a sua empresa

Vencer estes mitos é trabalhar para o alcance da maturidade em relação à governança de TI. E quando isso acontece, a empresa ganha em prevenção de riscos, melhorias na disponibilidade de servidores, sistemas e infraestrutura; reduz impactos nos incidentes de TI, melhora significativamente seus processos, e consegue estruturar métricas para o departamento de TI e calcular melhor os retornos sobre os investimentos, dentre outros inúmeros benefícios.

O aprendizado trazido pela implementação de uma estratégia de governança no departamento de tecnologia pode elevar significativamente a competitividade do negócio — principalmente em cenários de ampla concorrência e instabilidade econômica como o que o Brasil vive atualmente.

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