Antigamente, o desenvolvimento de sistemas não costumava ser rápido o bastante por haver maior estresse com o ritmo de trabalho, demandas e processos entre os encarregados do bom desempenho dos servidores. Porém, a realidade tem sido diferente desde a chegada de ferramentas DevOps, permitindo que haja mais desempenho e harmonia na interação entre equipes.

Essas interações vêm sendo ajustadas com o DevOps em prol de um ambiente de trabalho mais pacífico e ágil. Parte disso também se deve à criação das diversas ferramentas ao longo do tempo, para preencher lacunas na execução dessa cultura.

A metodologia e seus objetivos

Existem várias dessas ferramentas, mas, antes de citá-las, é importante conhecer essa metodologia. Vamos às definições básicas.

DevOps é um termo que, na verdade, não possui significado específico, já que diversos conceitos são aplicados e é algo que está em constante mudança, visto que as pessoas sempre apresentam diferentes ideias sobre esse tema.

Apesar dessa diversidade, pode-se explicar um pouco sobre a origem do termo. O DevOps foi criado a partir da necessidade de encontrar um meio de agilizar as entregas do setor de TI. Essa foi uma ideia iniciada em meados de 2009, depois de muitos estudos em diversos locais do mundo, até que a expressão também se uniu ao conceito.

Na verdade, entre os principais objetivos do DevOps estão a melhoria da comunicação da equipe e a integração entre o time de desenvolvimento e os administradores do setor de TI.

As ferramentas DevOps e suas categorias

Indo contra o pensamento popular, não existe um software específico que supra todas as necessidades de uma equipe que pretende implantar essa cultura.

A verdade é que os melhores resultados são decorrentes da padronização de um conjunto de ferramentas que mapeia atividades como controle de versão, entrega contínua, revisão por pares, entre outras práticas.

Além disso, elas são fundamentais no alcance dos primeiros resultados positivos, o que certamente convencerá a equipe a adotar a mudança, em vez de ter medo dela.

Dessa forma, desde que apoiadas pelo setor de TI, as ferramentas certas passam a ser o estopim das grandes mudanças vistas nas implantações de DevOps bem-sucedidas.

Como você já sabe, para bons resultados o ideal é utilizar uma cadeia de ferramentas, fazendo com que elas completem as lacunas umas das outras. Além disso, existe uma divisão dessas ferramentas em categorias. Veja a seguir alguns exemplos:

  • orquestração de devops: Cerberon (Gaea);
  • controle de versão de sistema: Team Foundation Server, Subversion, Git/Gitlab;
  • gerenciamento de configuração: Puppet;
  • integração contínua: Jenkins, Go, TeamCity;
  • depuração: Fabric, Capistrano, MCollective (este, parte do Puppet Enterprise);
  • monitoramento: Splunk, Nagios, Loggly;
  • controle de logs: Flume, ELK, Fluentd.

É importante se certificar de que elas serão inseridas corretamente em cada uma dessas categorias e abraçadas pela sua equipe. Além disso, leve em conta que cada ferramenta selecionada precisa se encaixar dentro do conjunto existente.

Certifique-se também de que alguém no setor terá liberdade total para utilizá-las e gerenciar as decisões pertinentes a elas.

A colaboração na escolha das ferramentas

Um dos fatores de sucesso na implantação do DevOps é a participação de todos da equipe que trabalham em conjunto utilizando os mesmos processos e recursos.

Contudo, há uma tendência ao dogmatismo no que diz respeito às ferramentas que são utilizadas. Logo, realizar essa padronização vai muito além de apontar para um sistema e definir que a equipe irá utilizá-lo.

Os desenvolvedores precisam ter participação ativa na definição de como usar essas ferramentas de desenvolvimento de software, juntamente com o restante do time de operações de TI.

Como forma de incentivo ao trabalho em equipe, uma dica é organizar uma reunião ou almoço e auxiliar os participantes a compreenderem de que forma os recursos dessa metodologia podem ser úteis, tanto para o próprio indivíduo quanto para a empresa como um todo.

Também é preciso que, desde as primeiras reuniões, os arquitetos de qualidade e o time de testes estejam presentes, pois é importante que a escrita e configuração dos testes também estejam adequadas ao padrão em cada fase do desenvolvimento e lançamento do projeto.

É comum que haja algumas resistências à nova cultura, então é essencial que a implantação seja apresentada mostrando como cada ferramenta poderá ajudar cada membro da equipe a realizar o seu trabalho de forma ainda melhor e resolver problemas de comunicação, simultaneamente.

A seguir, veja alguns exemplos de ferramentas que são destaque no âmbito da implantação do DevOps nas empresas, atualmente:

1. Atlas

Essa ferramenta lançada pela HashiCorp traz visibilidade da infraestrutura da empresa, incluindo máquinas virtuais, servidores e contêineres, além de prover configurações de administração e serviços.

Desenvolvido com base em projetos de código aberto, como Consul, Packer, Serf, Terraform e Vagrant, ele possibilita a criação de projetos a partir de diversas plataformas de nuvem como Azure, Google Computer Engine e OpenStack.

Além disso, o Atlas dispõe de um painel de controle de desenvolvimento, entrega e gerenciamento das aplicações, ajudando a tornar o andamento do projeto ainda mais ágil e simples.

2. Cerberon

A solução Cerberon está no mercado para que a integração entre desenvolvedores e operadores (DevOps) seja feita de maneira simples, sendo uma ferramenta orquestradora de DevOps.
O Cerberon organiza o ambiente de desenvolvimento e simplifica a entrega dos softwares, trazendo uma maior agilidade no processo de deploy, garantindo maior rastreabilidade e segurança no ambiente produtivo.

3. Chef

O Chef é um framework para infraestruturas e softwares baseados na nuvem que automatiza o processo de desenvolvimento, entrega e administração de infraestruturas mediante códigos simples e repetíveis que são conhecidos por “receitas”.

Além disso, essa ferramenta possui uma grande vantagem, que são seus módulos de configurações plugáveis, chamados de “cookbooks”. Na comunidade voltada para o Chef podem ser encontradas mais de duas mil conveniências como essa.

4. Docker

O Docker é uma ferramenta bastante útil, pois traz portabilidade aos projetos. As aplicações podem estar presentes em diferentes plataformas por serem colocadas em recipientes tecnológicos e rodarem em unidades automaticamente empacotadas.

Na composição desse software temos o Dock Engine, que é responsável pelo empacotamento dos recursos e pela fluidez no tempo de processamento, e também o Docker Hub, uma plataforma em nuvem utilizada para a automação de fluxos de serviço e compartilhamento das aplicações.

5. Puppet Enterprise

Oferecido pela Puppet Labs, esse software possibilita harmonizar data centers por meio da automatização, configuração e gestão de máquinas e sistemas.

Na versão 3.7, passou a contar com uma funcionalidade voltada para apps, a qual lida com a construção de sistemas para automação de tecnologia, além de soluções para o gerenciamento de grande quantidade de softwares que mudam frequentemente.

6. SaltStack

A SaltStack fornece gestão para automação de dados, tecnologias de cloud computing, provisionamento de servidores, além de configuração de sistemas.

Essa é uma ferramenta de infraestrutura e nuvem que automatiza atividades com métodos que simplificam o fluxo de trabalho de desenvolvedores e aplicações.

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