Gestão de Custos em TI: como reduzir os gastos sem afetar a qualidade

Devido à alta competitividade do mercado, a maioria das empresas é forçada a adotar estratégias que aliem a redução de custos ao aumento da qualidade. O problema é que esse feito nem sempre é possível, exigindo um esforço descomunal dos diretores para realizar a gestão de custos em TI.

Reduzir custos e manter ou aumentar a qualidade dos produtos e serviços são dois objetivos geralmente tratados de forma isolada. Afinal, muitos acreditam que, para se alcançar um, é preciso abrir mão do outro.

Mas isso nem sempre é verdade. Hoje, existem metodologias e tecnologias que podem combinar uma estratégia para se conseguir produtividade de qualidade, mesmo reduzindo os custos. O nosso objetivo aqui é mostrar como isso é possível. Ficou interessado? Então, descubra tudo a partir de agora!

Consolide fornecedores, serviços e plataformas

A maioria das empresas dispõe de uma grande diversidade de fornecedores, bem como plataformas por onde são entregues os serviços. Até aqui tudo bem, mas, se você quiser reduzir os custos e despesas e ter uma qualidade superior na produção, terá que integrar e padronizar os processos, os recursos e as ferramentas utilizadas.

Ao padronizar fornecedores e tecnologias, a empresa diminui os níveis de redundância, gerando melhores resultados com menos custo e menos riscos de segurança. Ou seja: agrega agilidade às tarefas, otimizando todo o setor de TI da empresa.

Use os provedores de serviços gerenciados

Uma tendência cada vez maior no Brasil é o uso de provedores de serviços gerenciados. Basicamente, trata-se da terceirização de tarefas para uma empresa que dispõe de profissionais qualificados e atentos 24 horas para realizá-las por você.

Operações, como recuperação de desastres, backups, estratégias de continuidade de negócio, segurança, suporte, acesso móvel ao sistema e gerenciamento de dispositivos e aplicativos podem ser terceirizadas para aliviar a carga de trabalho do setor e trazer um rendimento superior com qualidade.

Por outro lado, manter todas essas operações por conta própria exigirá a contratação e qualificação de profissionais, e o esforço dedicado para manter toda essa estrutura funcionando de forma integrada será custoso para a empresa.

Migre a infraestrutura para a nuvem

A primeira coisa que a empresa eliminará ao migrar a sua infraestrutura de TI para a nuvem é a necessidade de aquisições, downloads, instalações, manutenções e atualizações de softwares (sistemas) e hardwares (equipamentos).

Além disso, todo o espaço físico utilizado para armazenar os equipamentos de informática não será mais necessário, economizando com aluguel. Se o espaço for próprio, você poderá utilizá-lo para desempenhar outras atividades que gerem receitas e lucros para o negócio.

Com relação à produtividade, uma infraestrutura na nuvem pode agregar mobilidade às tarefas. A empresa ganha escalabilidade para atender demandas elásticas e conta com estratégias de segurança que não podiam ser utilizadas localmente.

O mais legal da nuvem é que a empresa só paga pelos espaços, recursos e ferramentas que utiliza, tendo acesso à tecnologias de ponta com preços mais justos.

Renegocie os contratos firmados

Muitas empresas têm parcerias com os mesmos fornecedores há tanto tempo que as amizades desenvolvidas fazem com que os gestores deixem de lado o ato de negociar para tentar preços e condições de pagamento melhores.

Com um mercado cada vez mais competitivo, é bom deixar a amizade de lado e rever os contratos firmados para tentar preços e condições mais favoráveis, principalmente se eles estiverem acima da média no segmento.

Então, comece a questionar descontos, promoções, entregas, formas e prazos de pagamento, etc. Você pode se surpreender com o que eles vão oferecer. No mínimo, você deixará os fornecedores em estado de alerta, demonstrando que está ciente dos custos.

Use as ferramentas certas

Nem sempre, a tecnologia que você utiliza para gerenciar o desenvolvimento, teste e entrega de aplicações é a mais adequada. Você precisa analisar se ela realmente oferece eficácia às operações do setor, se os resultados proporcionados são satisfatórios e, principalmente, se ela atende adequadamente as necessidades de TI.

O mesmo acontece com as ferramentas de gestão e monitoramento da infraestrutura, como rede, equipamentos, sistemas e nuvens.

Para descobrir isso, identifique as falhas, riscos e ameças do setor (pontos fracos), bem como os pontos fortes e as oportunidades de melhorias. Veja como as ferramentas se relacionam com esses fatores (soluções entregues). Se a capacidade for limitada, é bom pesquisar outras soluções mais eficientes.

Automatize processos

Possivelmente, o setor de TI da sua empresa administra uma série de funções realizadas manualmente, que podem passar a ser executadas de forma automática. Varredura, identificação e correção de falhas nos códigos-fonte, backups na nuvem e monitoramento de rede são alguns exemplos.

Ao fazer isso, a empresa elimina o fator humano do processo, reduzindo os riscos de erros que poderiam custar caro. Além disso, o tempo economizado pelos profissionais com essas atividades pode ser dedicado a outras tarefas mais complexas, aumentando e melhorando a qualidade da produção no setor.

Estimule o DevOps

Um dos maiores desafios do setor de TI, hoje, é aliar as equipes de desenvolvimento com as de operação. Em algumas empresas, existe até uma certa competição entre elas, o que pode resultar, na pior das hipóteses, em boicotes, impedindo o aumento e a melhora da produtividade.

Mude esse cenário criando um ambiente favorável para a prática do DevOps. O método estimula o alinhamento entre essas equipes distintas, tornando-as apenas uma. Elas passam a dividir os recursos e as ferramentas e assumem a responsabilidade pelos resultados gerais do setor.

O intuito é acelerar o ciclo de desenvolvimento, teste e deploy (implementação) das aplicações, entregando soluções mais rápidas e eficientes.

Incentive o BYOD

A maioria das empresas disponibiliza seus próprios computadores de mesa (desktop) e dispositivos móveis (notebooks, tablets, smartphones) para os profissionais trabalharem. Porém, os custos com aquisições, manutenções e atualizações desses equipamentos podem ser gigantescos.

Uma solução simples para isso é incentivar o BYOD (Bring Your Own Device). Esse método permite que os profissionais e colaboradores usem os seus próprios dispositivos para trabalhar na empresa. Além de cortar os custos mencionados, os profissionais podem render mais, se você considerar que são mais acostumados com seus aparelhos.

O único cuidado aqui é que a empresa precisa ter uma boa política de segurança para os endpoints.

Todas essas dicas podem ser colocadas em prática por você, mas o recomendado é que tenha o apoio de uma consultoria especializada para descobrir quais tecnologias e metodologias são as mais adequadas às necessidades do negócio.

Assim, você consegue, de fato, ter uma grande redução de custos e melhorar a qualidade dos serviços e produtos entregues. Aproveite as dicas e otimize a gestão de custos em TI ainda hoje.

Gostou das ideias? Então, descubra mais sobre o que é DevOps e potencialize a sua estratégia de TI!

2017-10-23T17:16:25+00:00 0 Comments