A tecnologia já é parte integrante de praticamente todas as empresas do mundo. Os computadores, que armazenam informações, realizam várias tarefas e facilitam a comunicação, costumam existir aos montes em qualquer ambiente de trabalho. Há companhias que desenvolvem softwares para uso próprio, mas também utilizam esse tipo de atividade como parte de seu core business. E, para melhorar o seu desenvolvimento nessa área, é uma boa ideia adotar a metodologia de Devops Orchestration.

Talvez você não tenha familiaridade com o termo, mas não se assuste. Muitas empresas mais recentes ainda não conhecem direito as metodologias de desenvolvimento de softwares. Por isso, trouxemos aqui as informações de que você precisa sobre essa técnica, como ela funciona e como ela pode melhorar ainda mais a qualidade do seu serviço. Acompanhe!

Qual é a diferença entre orchestration e automation?

Antes de falar especificamente do Devops, é importante ter uma noção da diferença entre Orchestration e Automation, pois não são a mesma coisa. Além disso, ambos os conceitos são importantes para a administração do setor de TI. Não precisa se preocupar, pois não há muita complicação para compreendê-los, pois eles são até um pouco intuitivos. Veja como funciona cada um deles:

Automation

Como o nome indica, ele está associado à automação de determinadas tarefas da sua empresa, como o preenchimento de planilhas, a configuração de alguns sistemas, etc. Note bem: estamos falando em tarefas, ações individuais que são tomadas dentro da empresa. O Devops trabalha com esse tipo de automação, mas não é o seu foco, como veremos mais adiante.

Orchestration

A palavra “orquestrar” geralmente é associada à música clássica, mas aqui ela tem um contexto diferente: significa “coordenação” ou “organização”. Afinal, em qualquer sentido, uma orquestra diz respeito, em sua essência, a um conjunto de tarefas sendo realizadas em sintonia, para atingir um resultado único. Se diversas tarefas precisam ser realizadas em uma ordem específica ou possuem tempo de espera ocioso, elas podem ser orquestradas para que não haja interrupções e para que esse tempo seja aproveitado.

No contexto do desenvolvimento de softwares, isso seria a automação da interação entre as diferentes tarefas. As partes a serem integradas, aqui, são o desenvolvimento do software, a área de TI da empresa, o controle de qualidade, entre outros departamentos — enfim, todas as partes envolvidas na programação e na atualização do programa. No final das contas, o objetivo é otimizar o processo, reduzindo o número de passos repetitivos.

Resumindo: automation é a criação de mecanismos para realização automática de certas tarefas, enquanto orchestration é a integração destas tarefas para que tenham a maior eficiência possível.

O que é Devops Orchestration?

O termo é uma abreviação de “Desenvolvedor e Operações”, que ficou marcada, inicialmente, em um evento na Bélgica chamado “DevOps Day”, ocorrido em 2009. É uma metodologia que promove a integração entre os diferentes departamentos do desenvolvimento de softwares para otimizar o processo como um todo. Devops Orchestration seria a organização dos processos de desenvolvimento e atualização de softwares para que o tempo de produção e a entrega de valor para o cliente final seja tão curto quanto possível.

Essas técnicas surgiram a partir da demanda crescente por atualizações de softwares, um processo que pode levar meses devido à quantidade de estágios a serem cumpridos. Para isso, esse processo conta com uma série de princípios e recursos. Vejamos quais são eles:

Desenvolvimento Ágil

A palavra “ágil”, aqui, não é aplicada no seu sentido puro, mas sim como nome de uma forma de gestão de projetos, mais voltada para o desenvolvimento de softwares. O manifesto Agile, é uma metodologia que, no lugar do cumprimento de projetos em prazos fechados, busca entregar o maior valor possível em menos tempo.

Para esclarecer melhor como o Devops utiliza esse método, digamos que você esteja desenvolvendo um programa que tenha 5 funções. O projeto final deve conter todas elas e, então, você se planeja para entregá-las. Em sua previsão, você vê que, trabalhando em todas essas funções simultaneamente, o projeto completo será entregue meses depois do prazo. Então, você foca todos os seus esforços em entregar as funções principais, trabalhando nas mais supérfluas posteriormente.

Outra característica do Agile é que, para entregar o valor dentro das expectativas delineadas, todas as partes envolvidas devem trabalhar juntas e em sintonia. Simplesmente passar a peça para a próxima fase em uma linha de montagem não garante que será agregado valor ao produto final. Todos os integrantes da equipe devem se comunicar e, acima de tudo, entender o que o cliente espera que seja entregue.

Tecnologia na nuvem

Para suprir a necessidade de comunicação que acabamos de mencionar, o Devops demanda que todos os dados necessários sejam acessados e compartilhados em nuvem. A partir de um servidor central, os mesmos arquivos podem ser visualizados e alterados por qualquer membro da equipe, sempre em sua última versão.

Como muitas tarefas já são automatizadas na nuvem, também faz sentido que sejam orquestradas através da nuvem. É possível utilizar ferramentas de Orchestration na nuvem para reunir todos os estágios do processo e transformá-los em um único workflow automatizado e de fácil acompanhamento. Uma vez investido o tempo de desenvolvimento e configuração desta linha de produção, será possível economizar horas que seriam dedicadas apenas à organização destas tarefas.

Aumento da automação

Como já mencionamos, o Devops envolve a automação de processos na hora de cumprir certas atividades. A melhor comunicação entre todas as partes é acelerada por algumas ferramentas, enquanto tarefas repetidas podem ser cortadas. Como é de se esperar, a intenção é minimizar a quantidade de erros cometidos e economizar o tempo de todos os membros da equipe.

Como o Devops afeta a dinâmica do setor de TI?

Antes de qualquer coisa, é importante destacar que os profissionais Devops não são diretamente responsáveis ou possuem autoridade sobre qualquer área da empresa. Pelo contrário, eles trabalham como auxiliares, servindo à equipe para que ela possa atingir o máximo do seu potencial. O trabalho dele é apenas “orquestrar” a interação entre as áreas para que o processo seja ainda mais eficiente.

Uma das tarefas envolvidas é agir como pilar central ou interseção entre todas as equipes. Ele deve observar as necessidades de cada um e criar um fluxo de trabalho que beneficie a todos, além de sempre procurar reduzir os custos e aumentar o valor entregue ao cliente final. Isso pode envolver várias ações, desde a configuração de um servidor compartilhado até a realização de reuniões e pesquisas periódicas.

Agora que você conhece mais sobre o Devops Orchestration, pode otimizar seu trabalho e melhorar a qualidade dos softwares que produz. Quer saber mais sobre o tema e como automatizar processos e tarefas? Então entre em contato com a GAEA e tire todas as suas dúvidas!