A crise econômica abriu os olhos dos diretores das empresas brasileiras a respeito da necessidade de conter desperdícios e modernizar processos internos para adquirir maior produtividade com o menor investimento possível.

Isso explica o crescimento de 74,3% dos serviços em nuvem no Brasil entre 2014 e 2016, de acordo com estudos do IDC. Olhando mais atentamente esses números, não é difícil perceber que os investimentos em nuvem privada respondem por boa parte desse percentual – e logo explicaremos o porquê.

Ao longo de décadas passadas, as inovações em gestão de tecnologia da informação acabaram desenvolvendo estruturas proprietárias de alto custo de aquisição, sem escalabilidade e com ínfima flexibilidade.

Com o advento de novos conceitos em oferecimento de serviços de TI – como virtualização, mobilidade, Big Data e Cloud Computing –, as empresas passaram a ter a oportunidade de alocar muito mais informação, disponibilizá-la a agentes autorizados a partir de qualquer ponto com acesso à Internet (smartphone, tablets e PCs) e eximir-se da necessidade de direcionar volumosos recursos a data centers e outros ativos de hardware.

Antes de tudo: por que migrar para a nuvem?

1. Escalabilidade na medida certa

Quem trabalha com estrutura local entenderá bem o que vamos dizer: se você abrisse uma empresa hoje, saberia qual a exata infraestrutura computacional que contemplaria seus negócios? Impossível, não é?

Mesmo para quem já atua há algum tempo no mercado, é difícil prever com assertividade plena o crescimento do negócio nos próximos anos e, por consequência, a dimensão de servidores, ativos de rede e máquinas locais que será necessária para que a empresa não seja engessada por infra inadequada.

O resultado dessa imprecisão é, quase sempre, recursos computacionais ociosos – ou, trocando em miúdos, perda de dinheiro. Quem migra para a nuvem, paga estritamente pelos recursos que contratar (modelo chamado Software como Serviço – SaaS), garantindo que nem um centavo seja perdido com TI mal dimensionada.

2. Flexibilidade

Outra vantagem é a flexibilidade e a agilidade que os serviços em nuvem proporcionam. Ter documentos importantes armazenados em um único local retarda processos e pode fazer a empresa perder incríveis oportunidades de negócios.

Agilidade e mobilidade são as palavras-chave do novo milênio, algo que os serviços em Cloud Computing oferecem em demasia. Por meio de um simples smartphone (dotado dos devidos instrumentos de segurança e verificação de autenticidade), é possível trafegar dados da empresa e compartilhá-lo com outros interessados – o que facilita, inclusive, a adoção de novas formas de trabalho, como o home-office ou o BYOD (Bring Your Own Device).

3. Economia de recursos

Na medida em que os provedores de serviços em nuvem oferecem o uso de servidores virtuais, serviços de segurança e monitoramento, além de atualizações e suporte, boa parte dos recursos da empresa gastos com TI são eliminados (equipamentos, custos com energia, refrigeração etc.), o que significa mais capital para redirecioná-lo ao core business da organização.

Ok, você já deve ter entendido que se a concorrência racionaliza custos com TI e aumenta sua agilidade em processos internos por meio de serviços em Cloud, não há como se manter competitivo no mercado apenas com infraestrutura de TI física.

Mas há ainda uma outra observação importante a ser feita: é melhor apostar em um serviço de nuvem pública ou privada?

Por que optar pela nuvem privada?

Quem está em processo de migração para o ambiente virtual deve ter em mente que, na nuvem pública, todos os equipamentos, aplicações e infraestrutura dos provedores são compartilhados por clientes do mundo todo.

Muitas vezes, são milhões de usuário tendo acesso aos mesmos servidores, o que resulta, por exemplo, no primeiro problema da nuvem pública: baixa disponibilidade.

Outra questão é que o acesso irrestrito de terceiros às estruturas que alocarão seus dados empresariais mais importantes facilita intrusões, colocando a segurança de sua organização em risco.

Estrutura da nuvem privada: alta disponibilidade, segurança e customização

Por outro lado, quem opta pelo uso da nuvem privada evita as dores de cabeça citadas acima. Isso porque os dados armazenados em private cloud ficam disponíveis em ambiente protegido (firewall), dedicado exclusivamente à sua empresa (arquitetura própria para cada usuário).

Esse detalhe, por si só, já assegura maior nível de segurança de dados, além de melhor controle sobre seus ambientes. Mas não é só isso!

Os grandes provedores de soluções em nuvem do mercado dispõem de equipe especializada no gerenciamento da infraestrutura virtual, políticas abrangentes de segurança (com recursos como autenticação de dois fatores, backups automáticos e hierarquia de permissões de acesso), além de suporte completo e permanente aos usuários.

Tudo isso assegura, além de maior nível de proteção no tráfego de dados, taxas de disponibilidade muito mais elevadas do que uma nuvem pública poderia oferecer.

Uma terceira questão relevante é que a maior atenção dada ao cliente (assim como a estrutura flexível da nuvem privada) permite customizações relevantes ao seu business. Afinal, nem precisaria lembrá-lo que cada empresa possui demandas distintas de módulos, capacidade de armazenamento, quantidade de links de redundância etc., o que gera necessidades de configurações e parametrizações completamente diferentes de uma organização para outra.

Na private cloud, essa facilidade de adaptar-se à organização se torna possível e é muito explorada no mercado, o que explica o sucesso da governança de TI de muitas empresas que armazenam seus dados em nuvem.

Consonância entre nuvem pública e privada

Vale lembrar que há também a possibilidade de utilizar a nuvem privada como uma espécie de gateway para a nuvem pública.

Essa característica possibilita que a organização faça uso do conjunto crescente de serviços disponíveis na nuvem pública, protegendo, por outro lado, seus dados mais confidenciais e críticos ao negócio na parte “privada”. É a partir desse conceito que surgem os serviços de nuvem híbrida.

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