Em um cenário que demanda cada vez mais agilidade, competitividade e inovação, o investimento em Big Data já é uma realidade para diversas médias e grandes empresas do mercado brasileiro. E isso só tende a aumentar: segundo a IBM, a estimativa é de que ocorra um crescimento de 42% no volume de dados gerados na rede até 2020, com previsão de pelo menos 50 bilhões de dispositivos conectados à internet.

Por isso mesmo, o Big Data — ou seja, a prática de interpretar grandes volumes de dados variados — é uma peça-chave para todas as empresas que desejam obter melhores resultados nos negócios, combinando capacitação de pessoas, otimização de processos e aplicação de ferramentas analíticas na gestão de TI. Quer saber como?

Explicamos a seguir três grandes desafios do uso de Big Data na gestão de TI e por que sua empresa deve prestar atenção nessa tendência. Boa leitura!

Garantindo a infraestrutura de TI ideal

O raciocínio é simples: para coletar, interpretar e recuperar grandes volumes de dados, é preciso que as empresas contem com uma infraestrutura de TI capaz de processá-los. Isso inclui, por exemplo, data centers que acomodem um considerável número de servidores, bancos de dados de alta performance com armazenamento multipetabyte — um petabyte equivale a um milhão de gigabytes —, implementação de governança de TI voltada para o Big Data e garantia de proteção dos dados por meio de firewalls, controles de acesso e incentivo a uma cultura de segurança na empresa.

Outra tendência é que as organizações interessadas em utilizar o Big Data migrem suas soluções e serviços para a computação em nuvem (Cloud Computing). Seus recursos de virtualização oferecem mais facilidade e demandam menos investimento de tempo e dinheiro em comparação com as abordagens mais tradicionais.

Por fim, as empresas ainda devem perder o medo de inovar, incentivando uma mudança de mentalidade entre a equipe de TI, executivos e colaboradores e ressaltando a importância do Big Data para o desenvolvimento dos negócios. Já não é mais segredo que o Big Data é o caminho para o futuro: até hoje, apenas 0,5% de todos os dados disponíveis na rede foi utilizado para fins comerciais. Já parou para pensar em tudo o que a sua empresa pode faturar com os 99,5% restantes?

Aplicando a curadoria de dados como estratégia

Se há alguns anos lidar com grandes bases de dados era uma tarefa exclusiva dos profissionais da tecnologia, hoje isso já integra o cotidiano das companhias que estão atentas para as tendências de mercado e desejam entender melhor às demandas dos clientes. De acordo com a Gartner, organização voltada para pesquisa e consultoria em TI, as empresas que investem em Big Data tendem cinco vezes mais a tomar decisões mais rápidas em comparação com a concorrência.

Mas trabalhar com grandes volumes de dados não é fácil, já que as abordagens tradicionais dificilmente conseguem extrair análises claras ou interpretar grupos de dados não-estruturados. Quando bem aplicado na gestão de TI, o Big Data pode proporcionar uma visão precisa do perfil do cliente e de suas necessidades, mais agilidade e flexibilidade na tomada de decisões estratégicas, redução da “churn rate” (taxa de cancelamento), melhoria na oferta de um produto ou serviço e aumento da capacidade de análise dos processos internos e externos de uma empresa. Isso para citar apenas alguns benefícios.

Daí a importância de apostar na curadoria de dados como estratégia para impulsionar a competitividade da sua empresa! De nada adianta investir em coleta e processamento de dados se você não puder transformá-los em informações úteis e confiáveis para o seu negócio. Mas, para isso, é preciso encontrar quem realize essa função — o que nos leva ao próximo tópico.

Encontrando profissionais capacitados

Vamos supor que sua organização tenha uma infraestrutura de TI capaz de processar Big Data e abertura para adotar soluções nessa área – nesse caso, basta encontrar profissionais qualificados para analisar e interpretar grandes volumes de dados, correto?

O problema é que, por ser uma tecnologia relativamente nova no ambiente corporativo (as primeiras aplicações ocorreram por volta de 2005), encontrar profissionais capacitados para lidar com Big Data ainda representa um desafio global.

Para suprir essa demanda, uma das funções mais requisitadas é a do cientista de dados (Data Scientist), ou seja, um especialista que produz análises, insights e modelos estatísticos a partir dos bancos de dados, levando em consideração conhecimentos sobre estatística, matemática, ciência da computação e negócios. Além das competências citadas, o cientista de dados também precisa ser curioso, desenvolver hipóteses e propor soluções que fujam do óbvio — em outras palavras, precisa ser um profissional com altíssima capacitação!

Outros perfis de profissionais indicados para trabalhar com Big Data incluem os analistas de negócio — responsáveis por desenvolver estratégias que impulsionem as atividades da empresa —, e profissionais de tecnologia — que são encarregados da infraestrutura e suporte técnico, entre outras funções.

Por esses motivos, a escassez de mão de obra qualificada ainda é uma das maiores barreiras para a implantação do Big Data na gestão de TI entre as empresas brasileiras, tendo em vista que não há nenhum curso de graduação específico para a função no país. Isso acaba refletindo nos salários: enquanto um profissional recém-formado ganha em torno de R$6 mil por mês, um gerente pode receber cerca de R$20 mil.

E se, por um lado, a escassez de mão de obra qualificada apresenta um cenário desanimador para o mercado brasileiro atual, por outro, a tendência é que isso mude rapidamente: de acordo com o portal Statista, haverá pelo menos 4 milhões de profissionais especialistas em Big Data até o final deste ano em todo o mundo.

Concluindo

Ainda há muito a ser explorado em termos de Big Data na gestão de TI: segundo dados do Wikibon, portal voltado para tecnologia e negócios, esse mercado deve movimentar US$50 bilhões até 2017, e US$102 bilhões em 2019. Grandes organizações como Netflix, Google e LinkedIn já reconheceram o potencial do Big Data para a expansão estratégica de seus negócios.

Embora esses desafios apresentem verdadeiros impasses às empresas brasileiras, está mais que claro que investir em Big Data proporciona uma enorme vantagem competitiva em relação à concorrência, com benefícios concretos na expansão dos negócios. Que tal ficar de olho nessa tendência?

E então, gostou do conteúdo? Já faz uso de Big Data na gestão de TI da sua empresa? Compartilhe a sua experiência aqui nos comentários!