Como melhorar o gerenciamento de código fonte?

Considerando que os desenvolvedores passam a maior parte do tempo adicionando, removendo e editando pequenos pedaços de código, um gerenciamento de código fonte eficiente torna-se fundamental para o projeto.

Na verdade, na maioria das vezes, são realizadas pequenas alterações em uma base de códigos pronta e raramente são escritas novas partes de forma independente — a menos que, claro, um novo projeto esteja sendo criado do zero.

A melhoria dos softwares — com a inclusão de recursos, ferramentas e funcionalidades, bem como a edição das já existentes e a remoção das não utilizadas — acontece com frequência, já que os desenvolvedores precisam atender às necessidades mais específicas da empresa. Estas, aliás, vivem mudando.

Nesse cenário, mesmo que um pequeno fragmento do código-fonte tenha sido alterado, incluído ou removido, é necessário criar a ligação com todo o código restante. Isso pede um bom gerenciamento das ações realizadas para não comprometer o funcionamento geral das aplicações. Você sabe como fazer isso de forma realmente eficiente?

Descubra a partir de agora por que o gerenciamento de código-fonte é tão importante e como aplicá-lo na prática. Boa leitura!

O que é gerenciamento de código-fonte?

O gerenciamento de código-fonte representa um conjunto de métodos colocados em prática por desenvolvedores, de forma manual ou automatizada, por meio de um software específico, para garantir legibilidade, fácil identificação de falhas, monitoramento de alterações e outras ações realizadas nos códigos.

Basicamente, ele é muito útil para rastrear revisões no software. Cada revisão recebe um timestamp (informação de tempo) e inclui o nome da pessoa responsável pelas mudanças realizadas. Dessa forma, todas as revisões podem ser analisadas individualmente, comparadas, armazenadas e mescladas com outras revisões.

Como funciona o gerenciamento de código-fonte?

Usando um software específico para o controle de revisões, um programador ou equipe de programadores pode usar várias abordagens para o desenvolvimento de softwares e aplicativos. Localmente, os desenvolvedores devem usar o mesmo sistema de computador, que pode ser o próprio sistema de controle de revisão.

Em um modelo distribuído, os desenvolvedores trabalham diretamente com um repositório local, no qual suas revisões de código-fonte individuais são coletadas. Em seguida, eles atualizam o repositório central com suas revisões locais para que as alterações possam ser compartilhadas entre todos os desenvolvedores envolvidos no projeto.

Por que fazer o gerenciamento de código-fonte?

Conheça agora os principais benefícios atribuídos ao bom gerenciamento de código-fonte:

  • toda e qualquer alteração no código-fonte fica registrada, formando um histórico de mudanças que pode ser consultado a qualquer momento;
  • backups podem ser criados e armazenados caso seja necessário retornar para as versões anteriores;
  • possibilita a rápida identificação de falhas e permite ações de correções na mesma velocidade;
  • o desenvolvimento e a aplicação de novos recursos fica mais fácil e rápido;
  • há um melhor controle de acesso autorizado para as revisões;
  • conflitos de mudanças são resolvidos com maior agilidade.

Como aplicar um bom gerenciamento de código-fonte?

Agora que você já sabe como funciona e como é importante o gerenciamento de código-fonte, é hora de descobrir como fazê-lo para controlar o modo como as aplicações são escritas, gerenciadas e otimizadas — evitando o retrabalho e eliminando as brechas de segurança.

Confira!

1. Mantenha os códigos limpos

Ter códigos limpos significa torná-los simples e fáceis de serem lidos e compreendidos pelo próprio autor ou por qualquer outro programador. Isso ajuda a eliminar a necessidade de adivinhações e os riscos de interpretações erradas. Ou seja, escreva códigos sempre com um bom nível de compreensão para facilitar o trabalho de todos posteriormente.

Quando o código-fonte é limpo, temos os seguintes benefícios:

  • fica fácil entender o fluxo de construção e as alterações realizadas em toda a aplicação;
  • ajuda o desenvolvedor a compreender o papel e a responsabilidade de cada classe;
  • facilita o entendimento do propósito de cada expressão e variável;
  • torna claro como os diferentes objetos colaboram entre si;
  • deixa explícito o que cada método faz.

Para facilitar o processo, você pode adotar o Code Climate (software que oferece um conjunto de ferramentas de análise de programa estático para ajudar os desenvolvedores a melhorar a qualidade de seus códigos-fonte).

Com ele, a análise dos códigos pode ser feita de forma automatizada para identificar possíveis falhas — como vulnerabilidades de segurança e metodologias de codificação defeituosas — bem como para coletar e apresentar métricas que descrevam, quantitativa e qualitativamente, vários aspectos em uma base de códigos completa.

2. Registre e compartilhe bibliotecas de desenvolvimento

Uma biblioteca de desenvolvimento geralmente contém códigos previamente escritos com classes, procedimentos, scripts, dados de configuração e muito mais. Ela pode ser adicionada para complementar um projeto com novas funcionalidades ou para otimizar um processo já existente sem necessariamente precisar reescrever os códigos.

Por exemplo: ao desenvolver um software ou aplicativo que envolva cálculos matemáticos, o programador pode adicionar uma biblioteca que já possua os códigos com as funções necessárias escritos, eliminando esforços para reescrevê-los e reduzindo o risco de erros no processo.

No entanto, para isso, toda vez que criar um código, seja ele complexo ou não, você deve registrar esse movimento na biblioteca de desenvolvimento para que ele possa ser utilizado posteriormente por você e compartilhado por outros programadores.

3. Use branches e labels

Toda vez que você adiciona, remove ou altera uma parte do código o ideal é que utilize o método de branches (ramificação) para criar uma árvore de versões.

As versões sucessivas do elemento podem ser criadas no ramo principal e, se necessário, ramos adicionais podem ser criados, por exemplo, para permitir o desenvolvimento paralelo ao longo do ramo principal, um ramo da próxima versão e um ramo de correção de falhas. A estrutura de ramificação de um elemento é referida como sua árvore de versões.

Além de branches para criar versões de alterações facilmente identificáveis, use também o método de labels (rótulos) para ter sempre o registro de quem realizou cada alteração e quando.

Os gestores de projetos e os programadores utilizam os labels para definir e preservar a relação de um conjunto de versões de arquivos e diretórios entre si em um determinado ponto no ciclo de vida do desenvolvimento.

4. Automatize as operações

Devido à necessidade de altos níveis de precisão dos códigos e cumprimento dos prazos, um software de gerenciamento de desenvolvimento se faz necessário. Ele permite automatizar tarefas — como o rastreamento de falhas, a análise das funcionalidades agregadas e outras funções —, agilizando a construção de códigos mais eficientes.

Ou seja, você terá maior controle sobre os códigos e poderá desenvolver aplicações de melhor qualidade em menos tempo.

O gerenciamento de código-fonte não é uma estratégia utilizada por todos os profissionais de TI e, quando aplicada, pode não ser tão eficiente. No entanto, importante preocupar-se com isso, uma vez que pode influenciar diretamente na força competitiva do negócio.

Então, siga as nossas dicas e tenha um processo de desenvolvimento mais simplificado e dinâmico. Aproveite a oportunidade e baixe gratuitamente o e-book “Os segredos para otimizar a rotina da área de TI” e eleve o nível de competência dos profissionais da sua empresa!

2017-09-05T12:33:11+00:00 0 Comments