DevOps ou metodologia tradicional: como escolher o modelo ideal?

Escolher a melhor forma de conduzir projetos, gerenciar as equipes de TI e atingir resultados sempre melhores é, muitas vezes, um grande desafio para a maioria dos gestores. A área de tecnologia e desenvolvimento de soluções enfrenta demandas constantes e cada vez maiores. Por esse motivo, é necessário pensar, o tempo todo, em maneiras eficientes de atender a todas às necessidades, além de criar diferenciais para competir no mercado.

Em meio a essa conjuntura, decidir qual metodologia utilizar para a realização dos trabalhos que envolvem tecnologia é de suma importância. Nas opções disponíveis, vemos basicamente duas vertentes: a metodologia tradicional, utilizada pela maioria das empresas e ainda bastante presente na realidade desse mercado, e a cultura DevOps, que propõe quebra de padrões e mais inovação, de modo a alcançar resultados expressivos em menor tempo, sempre que a empresa se vê diante dessa necessidade.

Veja, a seguir, quais as diferenças entre elas e como definir a melhor opção!

O que são metodologias tradicionais?

São formas de trabalhar a TI baseada em esquemas estruturados, que respeitam hierarquias e mantêm atividades-padrão da empresa focando em garantir estabilidade dos sistemas. Tudo isso tem como finalidade evitar “sustos”, imprevistos ou grandes problemas que possam comprometer a segurança durante a execução dos projetos.

E qual a diferença das metodologias ágeis?

Já as metodologias ágeis capacitam as empresas para que elas tenham habilidade para entregar softwares e soluções continuamente, em ciclos mais curtos e baseados na colaboração dos envolvidos e em testes intermediários. Isso garante a possibilidade de mudanças no projeto em andamento, quando necessário, resultando em entregas mais rápidas e em aproveitamento maior de oportunidades de negócios – muitas vezes repentinas ou momentâneas.

Para conseguir isso, a metodologia ágil propõe processos que não são tão tradicionais para ganhar velocidade e diluir um pouco o sistema hierárquico, de modo que os desenvolvedores e operadores consigam interagir e realizar procedimentos simultaneamente. Isso evita atrasos de espera e provoca mudanças culturais, como a metodologia DevOps, que também insere ferramentas de automatização de tarefas para otimizar o tempo e desafogar ou auxiliar equipes.

Nesse cenário, como se encaixa a DevOps?

A DevOps entra como uma mudança de cultura na companhia. Essa metodologia/cultura quebra obstáculos historicamente conhecidos entre equipes de desenvolvimento e operações, atenua um pouco as hierarquias e propõe maior compartilhamento e interação para atingir resultados mais rápidos (inclusive utilizando plataformas digitais baseadas em nuvem), mudando formas de entrega de softwares e soluções.

Logo, ao propor alterações em toda a maneira de a empresa fazer negócios através da utilização de uma TI mais flexível e desenvolvida para trabalhar em sistema bimodal (ou seja, tanto de modo tradicional como inovador), a DevOps permite que a empresa atue em tempo real em muitas questões referentes à execução de projetos e desenvolvimento de aplicações. Com a metodologia, testa-se enquanto se desenvolve, sendo possível interferir mais rapidamente quando preciso e evitar problemas consequentes em outras fases – ganhando tempo e qualidade sobre os concorrentes. Além disso, com apoio de especialistas, automação e controle de métricas e resultados, a DevOps funciona em metodologia ágil, propondo mobilização, otimização de processos e foco nas ações, de modo que elas possam trazer retorno mais rápido.

Como escolher a metodologia ideal?

Não se trata de escolher, mas sim de deter as melhores soluções para os momentos certos. Na verdade, não há um estilo único que seja sempre o mais indicado, mas o ideal é ter capacidade de TI bimodal, ou seja, poder executar em sua empresa um ou outro modo (tradicional ou ágil) de acordo com a demanda apresentada.

Assim, é possível ter soluções em menor tempo, podendo operar de duas formas distintas, de acordo com a necessidade, com métodos que nem sempre irão envolver práticas convencionais, mas que podem apresentar resultados mais rápidos. É preciso mostrar a todos da empresa que não existe bem uma forma única – tampouco uma resistência em manter a TI tradicional como está e apenas incluir outras ações –, mas que a ideia é encontrar uma maneira de transformar a mentalidade e realizar a junção de duas formas de trabalhar. É como se a empresa trabalhasse com sua segurança, como está acostumada, mas fosse plenamente capaz de acionar “mecanismos de emergência” sempre que surgir uma oportunidade nova ou alguma necessidade mais específica.

Então é possível juntar “duas em uma”?

Sim! Com a TI bimodal, todo o negócio pode ser afetado de forma positiva com essa flexibilidade, superando as limitações das equipes, que passarão a se integrar e utilizar ferramentas promissoras para alcançar os resultados. Dessa maneira, a equipe será capaz de proporcionar uma melhor experiência para os usuários que usufruem e trabalham com as soluções desenvolvidas (gerando mais resultados para os clientes), além de mudarem conceitos em nível operacional (softwares nem sempre inteiros, mas por partes) e estratégico (melhor distribuição de recursos e fluxo de trabalho entre Desenvolvimento e Operações, de modo que não haja, em nenhum momento, atraso ou paralisação de processos que dependam de outros).

Além disso, com a DevOps dando apoio à TI bimodal, os projetos ficam suscetíveis a mudanças o tempo todo, o que lhes garante maior chance de receberem possíveis melhorias, funcionalidades e configurações que acrescentem valor ao produto final.

A otimização de processos e automatização de tarefas por meio de ferramentas específicas simplifica esse relacionamento entre Desenvolvimento e Operações, e é por isso que a DevOps ajuda. Logo, sua empresa deve ter, preferencialmente, capacidade e autonomia para utilizar o sistema que melhor lhe beneficie no momento, sendo o ideal que ambas as metodologias (clássica e ágil) coexistam dentro da organização para que ela esteja mais bem equipada para o crescente dinamismo e competição do mercado.

Quais são os resultados, na prática?

  • Aumento da competitividade (criação de aplicações mais interativas que, por exemplo, identificam insights a partir do comportamento do usuário);
  • Flexibilidade para atender as demandas;
  • Resultados expressivos em menor tempo;
  • Comunicação e feedbacks como componentes essenciais à gestão de mudanças;
  • Automatização de tarefas para simplificar e facilitar a rotina;
  • Cultura de trabalho colaborativo;
  • Aceleração de processos integrando equipes e métodos;
  • Maior rapidez para responder ao mercado, afetando toda a forma como a empresa negocia.

E agora, está mais claro o que cada tipo de metodologia representa e como sua empresa pode optar pelo modelo ideal de acordo com as especificidades de cada demanda que recebe? Ainda ficaram dúvidas sobre o assunto? Compartilhe com a gente nos comentários!

2017-08-07T13:40:42+00:000 Comments

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