Com a disseminação de conceitos como mobilidade, Cloud Computing, Big Data e Internet das Coisas (IoT), a interação em tempo real por meio da Internet atingiu níveis jamais vistos, fenômeno que tem no desenvolvimento de novas aplicações sua base fundamental.

Em um universo onde a única certeza é a metamorfose de cenários e expectativas no próximo minuto, os gerentes de TI já se acostumaram a lidar com requisitos passíveis de alterações, códigos a serem refeitos constantemente, exigências por entregas de versões com maior constância e desenvolvimento de releases bem-sucedidos em prazos cada vez mais curtos.

A entrega de software ganhou novos contornos, o que exige novas metodologias e nova cultura de trabalho. O problema é que, se, por um lado, os requisitos são cada vez menos estáticos, por outro, os deadlines são cada vez mais apertados e a pressão por excelência, cada vez maior.

Mas como otimizar a entrega de software com equipes pequenas, com menor documentação, sem impactar os custos, nem reduzir a qualidade? Vamos dar algumas dicas fundamentais para atingir esse alvo, tornando sua equipe mais produtiva e elevando seu Net Promoter Score (NPS)!

Mudanças que podem otimizar seus resultados

Um estudo feito pelo Standish Group International sobre a eficiência dos projetos de TI revelou que 88% das iniciativas sofrem atrasos no cronograma, sendo que, nesses casos, a média do atraso em relação ao cronograma inicial é de impressionantes 222%!

Para piorar o quadro, computando todos os projetos que foram entregues fora do prazo e com custo maior, apenas 61% das funcionalidades previstas inicialmente foram devidamente entregues aos clientes.

Entregas tardias, custos altos e “remendos no projeto” deixam transparecer as suspeitas sobre a baixa qualidade de softwares criados em meio a pressões sobre os desenvolvedores, falta de integração destes com as equipes de operações, prototipagem feita às pressas em ambientes distantes da realidade do usuário etc.

Para obter resultados diferentes, no entanto, é preciso adotar ações igualmente diferentes. E foi nessa esteira que surgiram as metodologias ágeis de desenvolvimento de softwares, em contraponto às metodologias pesadas e mais focadas na documentação do que na entrega de valor ao cliente.

Vamos ver algumas mudanças em sua equipe que podem transformar seus resultados:

1. Adotar processos leves para dar maior dinamismo ao fluxo de entrega de software

Ter processos leves no ciclo de vida do desenvolvimento do software envolve adotar práticas que não sejam frutos de aprovações longas e burocráticas. Este tema passa diretamente pela documentação, que deve existir para que seja possível revisar e melhorar o projeto, mas não deve ser prolixa a ponto de sacrificar o próprio cronograma de entrega.

2. Usar a cultura DevOps para melhor relacionamento colaborativo

Conforme alguns dos mais importantes princípios do Manifesto Ágil, um software funcional traz mais valor ao cliente do que documentação abrangente, sendo que a satisfação com a qualidade do produto final tem relação direta com a integração diária de todos os agentes envolvidos no projeto. É essa harmonização em nome da entrega contínua que faz a essência da cultura DevOps.

Em muitos departamentos de TI, cada núcleo opera como uma entidade hermeticamente fechada em si mesmo, sem qualquer empatia ou interesse nos outros elos do projeto. O resultado dessa indiferença ou competição interna pode ser visto, por exemplo, quando uma equipe de desenvolvedores projeta um software incompatível com a infraestrutura na qual ele rodará. A falta de diálogo entre programadores e equipe de infra, nesse caso, gerará perda de tempo, refações e aumento de custos.

Existem no mercado ferramentas inteligentes que integram os trabalhos de entrega de software em todas as suas etapas, organizando o ambiente de desenvolvimento, dando maior rapidez ao processo de deploy e oferecendo um dashboard unificado para que desenvolvedores e equipe de operações possam participar ativamente de todos os detalhes na produção de software.

3. Implementar deploy automatizado para otimizar processos

Você chegou no final do primeiro sprint e seus códigos parecem corretos, todas as funcionalidades trabalham com perfeição no ambiente de testes. Ao rodar o software em uma máquina diferente da do desenvolvimento, no entanto, uma imensa quantidade de bugs começa a emergir.

O mais curioso é que o código original rodava limpo na máquina do desenvolvedor sem exibir nenhum tipo de falha. Muitos detalhes que já eram considerados prontos passam a ser refeitos, gastando tempo, dinheiro, energia e a paciência do cliente que não para de pressionar pela finalização do projeto.

Identificou-se com essa situação? Pois bem. Quando não há deploy automatizado, cada nova tentativa de implementação é inevitavelmente cercada de uma infinidade de bugs dificílimos de serem encontrados.

Com a automatização dos processos, entretanto, os problemas são mais fáceis e rápidos de serem detectados, a entrega de software se torna mais previsível e sua equipe ganha mais tempo para se dedicar a outras etapas do projeto.

4. Apostar na prototipagem na nuvem para validar ideias ou conceitos

Software não gera lucro até que esteja nas mãos de seus usuários. Dessa maneira, é imprescindível que os clientes possam participar de todo o processo de desenvolvimento, dando sugestões ou insights que tragam novas possibilidades ao projeto, de forma incremental e com entregas contínuas que possam ser, desde o início, funcionais ao usuário.

Uma forma de facilitar esse processo é apostar na prototipagem na nuvem, que permite testes e melhorias em um ambiente de produção criado em nuvem, o que garante maior mobilidade e facilidade de visualização ao cliente.

A prototipagem na nuvem facilita também o trabalho simultâneo entre desenvolvedores, dando maior celeridade ao cronograma adotado.

5. Estabelecer um ciclo regular de entrega de software para dar maior previsibilidade e organização na gestão dos projetos da TI

Se o time de desenvolvimento é o coração do projeto, as entregas contínuas são os batimentos cardíacos. Elas darão:

  • Maior confiança ao cliente de que tudo está dentro dos prazos acordados previamente;
  • Possibilidade de discutir com maior intensidade sobre os testes não funcionais de que o software possa necessitar;
  • Condições para criar uma rotina que facilite o trabalho das equipes de desenvolvimento, infra, qualidade, comercial, entre outros.

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