Gestão da tecnologia da informação: 4 tendências para ficar de olho

A tecnologia da informação (TI) evolui em uma curva sempre crescente, lançando novidades quase diárias no mercado de inovação. Especialistas apontam que atravessamos, em nossa época, a era da transformação digital (TD), com impactos em praticamente todas as áreas de conhecimento.

Transformando não só os processos industriais e operacionais, as tecnologias disruptivas modificam também a experiência do usuário, os modelos de negócio, as relações profissionais e o modo como lidamos com hardware e softwares.

Impulsionando a América Latina como uma das regiões do mundo com maior movimentação nessa linha, a tecnologia da informação continua a prosperar mesmo em períodos de crise. De acordo com a consultoria IDC, em um momento como 2015, instável economicamente, foram movimentados mais de 139 bilhões de dólares.

A quantia é referente às medidas de inovação — como cloud computing, mobilidade, internet das coisas, realidade aumentada, Big Data e outras — utilizadas em grande escala no meio corporativo e também nas ações cotidianas da sociedade. Há mercados já maduros, como a computação em nuvem no Brasil, porém há outros em plena necessidade de desenvolvimento de cultura e expansão.

O que não se pode negar é que há um interesse crescente entre os empresários e profissionais de tecnologia da informação, sobretudo pela parte dos gestores, de fazer um esforço para se adaptar a essa nova realidade, não deixando de aproveitar todos os benefícios oferecidos pela expansão tecnológica.

Este artigo traz com detalhes as principais tendências que vão impactar a gestão da tecnologia da informação nos negócios, a curto e médio prazos. Discutindo como tais tendências estão modificando a forma com que os gestores de tecnologia da informação e executivos de negócios têm lidado com a inovação, traça os parâmetros para as transformações pelo meio digital.

Nos tópicos que seguem, você verá o que está em alta sobre segurança e gestão da informação, cloud computing e automação. Trazendo um rico material a partir do que está sendo produzido por especialistas, o artigo observa e aponta as noções de tecnologia da informação que são capazes de revolucionar o ambiente organizacional. Acompanhe!

1. Segurança da informação: por que esse assunto é um dos mais comentados

Manter os dados em segurança é uma ação prioritária em todas as organizações. Invasões, vazamentos e ameaças virtuais colocam em risco o sigilo de todas as informações armazenadas, afetando projetos, profissionais e até mesmo a imagem da empresa.

De acordo com a Symantech, uma das maiores empresas globais de desenvolvimento de soluções para a segurança da informação, o Brasil está entre os dez países do mundo que mais propagam vírus. Esse número, mesmo dividido entre o ambiente particular e o corporativo, é o testemunho de que os ciberataques são uma ameaça real a qualquer negócio.

Entre os números da América Latina, o Brasil está em primeiro lugar, à frente do México, da Argentina e do Uruguai, por exemplo. Enquanto aqui 71,6% das contaminações por vírus se dão por meio de compartilhamento manual, nos outros países citados esse índice é menor que 22%.

A segurança da informação pode afetar significativamente o modo dos clientes se relacionarem com uma marca ou empresa. Tendo em vista que o spam é uma forma de grande efeito para a propagação de vírus, seu índice de contaminação chega a mais de 50% em muitos países, embora no Brasil a porcentagem seja próxima de 10%.

Nesse cenário, os brasileiros estão muito acostumados a receber mensagens indesejadas e enganosas. Isso faz com que conteúdos interessantes não sejam abertos pelo simples receio de estarem contaminados por algum vírus digital.

A construção de uma nova mentalidade diante da prevenção de ameaças virtuais é essencial para o crescimento dos clientes e para uma adesão mais positiva das marcas. A organização é também responsável por essa mudança, adotando medidas que vão impulsionar tanto a confiança dos agentes colaboradores quanto dos clientes, com conteúdos gerenciados pela empresa.

E a Symantech faz ainda um outro alerta: há um vertiginoso crescimento (35%) dos ataques via ransomware — ou sequestros digitais — que criptografam os dados das vítimas e pedem um resgate em dólares ou criptomoedas. Em 2015, foram roubados ou danificados mais de meio bilhão de dados pessoais, o que coloca o Brasil entre os países mais vulneráveis do mundo.

Big Data e Cloud Computing para combater ameaças à segurança da informação

Um outro estudo da PwC, denominado The Global State of Information Security Survey, apontou que 69% das empresas buscam soluções de cibersegurança substituindo sua base de dados por armazenamento na nuvem, enquanto 59% recorrem às ferramentas de Big Data para ampliar seus esforços de segurança da informação.

A PwC aponta também que os provedores de serviço de nuvem têm investido massivamente em ferramentas e práticas para garantir a segurança dos dados de seus clientes, ampliando a privacidade, a segurança de rede e a gestão de identidade. Ao aderir ao serviço de cloud computing, é possível consultar todas as condições em contrato.

Da mesma forma, grandes empresas já estão recorrendo à análise de grandes volumes de dados para criar uma abordagem sistêmica de segurança e elevar as barreiras de proteção. As estatísticas das invasões podem dizer muito a respeitos dos perfis mais vulneráveis, direcionando melhor as ações de prevenção na segurança de informação.

2. Gestão da informação: um serviço que se torna mais rápido e eficiente a cada dia

Profissionais de gestão da informação identificam que as necessidades dos usuários estão evoluindo em um ritmo cada vez mais rápido, acompanhando com avidez cada lançamento no mercado. Um levantamento denominado Market Intelligence Trends 2020 Survey, produzido pela M-Brain, identificou três principais tendências tecnológicas que terão impacto nos sistemas de gestão de informação nos próximos quatro anos.

Esse estudo tem sido considerado muito importante por especialistas da área, pois aponta os principais anseios das empresas e dos usuários quando o assunto é a gestão da informação. Com tantas opções disponíveis em termos de programas e softwares, reconhecer a real demanda da corporação aponta para a medida certa a ser adotada.

Veja, a seguir, o que foi identificado pelos pesquisadores:

1. Automação da coleta de dados

83% dos entrevistados disseram que os sistemas de inteligência de mercado devem ser capazes de automatizar a coleta de dados em 2020. Cada vez mais, as empresas precisam implementar sistemas de coleta de informações online e em tempo real, de modo a identificar e responder às oportunidades de mercado emergentes e ameaças de forma mais proativa e mais rápida do que a concorrência.

Os gerentes de TI devem trabalhar para assegurar que os dados possam ser integrados em sistemas de informação que têm recursos embutidos, ou em ferramentas de automação que lidam com tudo de forma eficaz e por meio de um número mínimo de diferentes interfaces de usuário.

Implementar formas de garantir a eficácia e a rapidez da automação de dados é o grande desafio. O estudo aponta ainda que os gerentes de TI precisam identificar o melhor conjunto de fontes de dados e ferramentas para suas organizações, bem como o nível ideal de envolvimento humano.

2. Automação da análise da informação

91% dos entrevistados disseram que precisam da aplicação de análise de dados automatizados. Para 78% dos executivos de negócios, Big Data terá um grande impacto na gestão da informação, sobretudo no que diz respeito às atividades de inteligência de mercado.

O estudo aponta que os gerentes de tecnologia da informação também precisam aprender e se manter a par das últimas possibilidades e opções disponíveis em análise automática continuamente, como as ferramentas estatísticas e de modelagem, por exemplo.

Fazer parcerias com bons provedores de soluções de gestão da informação, que ampliem o poder de análise e tomada de decisão, também é uma ação imprescindível para a organização que quer sair na frente e elaborar a automação com inteligência.

3. Integração inteligente de sistemas corporativos

Quase dois terços (64%) de todos os entrevistados desse estudo disseram esperar que recolhimento de informação e programas de análise sejam integrados com outras funções organizacionais no futuro. Isso certamente seria um passo positivo.

A maioria das empresas hoje usa sistemas separados para servir aos seus requisitos de informação diferentes — por exemplo, CRM, portal de inteligência de mercado, intranet, plataformas de mídia social e ERP. Muitas reconhecem a necessidade de integrar essas ferramentas ou, pelo menos, providenciar um único ponto de acesso a todos os sistemas relevantes.

Os especialistas da M-Brain apontam que a integração técnica pode — e deve — ser considerada, mas o nível de exigência deve ser sempre avaliado com cuidado. Identificar a real necessidade evita que a integração desperdice trabalho e até mesmo, em alguns casos, recursos.

Por exemplo, o compartilhamento de pontos de vista distintos pode ser suficiente para estabelecer os principais pontos de investimento. Em vez de implementar um sistema completo, somente mover os dados necessários entre o sistema pode oferecer o retorno esperado.

Essas três tendências mostram que as empresas estão indo atrás de sistemas cada vez mais sofisticados, que podem combinar todos os dados que eles têm dentro de suas organizações e proativamente interpretar os sinais negativos e positivos do mercado, no contexto de circunstâncias e objetivos específicos de negócio.

A gestão da informação, cada vez mais, é orientada a análises preditivas e à inteligência competitiva. Ou seja, atrás de transformações em áreas específicas, os mecanismos de integração podem promover a evolução esperada com ações pontuais e especializadas.

3. Cloud computing: a virtualização em termos constantes de desenvolvimento

Para a IDC, os países da América Latina devem elevar os investimentos em cloud computing em 40% até o final de 2016. “Os serviços na nuvem são parte do portfólio da maioria dos provedores de TI e Telecom, por um motivo simples: eles se converteram na principal escolha para qualquer nova implementação de TI”, afirma o relatório.

Para os especialistas, a virtualização é a chave da transformação digital no mundo corporativo. Tanto que devem ser investidos cerca de 3,6 bilhões de dólares em nuvem pública e privada na região neste ano. Melhorando grande parte das atividades em termos práticos, de segurança e gestão das informações, a cloud computing dispara entre as ações mais requeridas.

Cada vez mais empresas se dão conta de que virtualizar infraestrutura e sistemas é um grande negócio tanto do ponto de vista econômico quanto de segurança da informação. Dentre os benefícios que ela oferece, estão a redução de custos com a diminuição de ferramentas tecnológicas internas, entre hardwares e softwares, e também a contribuição para práticas colaborativas de trabalho.

A cloud computing, também é preciso pontuar, vem tendo muita aderência por parte das pequenas e médias empresas, que veem na virtualização uma excelente forma de competir de igual para igual com grandes players do mercado, do ponto de vista da TI. Sendo uma medida de fácil implementação, pode ser incorporada com facilidade por empresas desse porte.

Computação em nuvem caminha para o “somente computação”

O que inúmeros especialistas já apontam é que dentro de pouco tempo não haverá mais distinção entre computação e computação em nuvem. Mover dados para a nuvem, utilizar amplamente a virtualização, cada vez mais, será como um simples copiar/colar.

Basta repararmos a quantidade de provedores de serviços de nuvem que surge a cada dia. Há inúmeras opções — claro, é preciso mais critério na hora de firmar uma parceria — que estão popularizando e facilitando a migração de infraestruturas e, sobretudo, a utilização de softwares como serviços (SaaS).

Computação em nuvem e Shadow IT

Tanto é verdade que nasceu um novo fenômeno chamado Shadow IT, que nada mais é do que a adoção de sistemas, aplicativos e serviços sem o conhecimento dos departamentos de tecnologia da informação nas empresas.

Departamentos de marketing, vendas e relações humanas vêm tomando a frente e adquirindo ferramentas para a operação sem consultar a equipe de tecnologia da informação.

Essa ação implica em uma série de riscos, sobretudo para a segurança da informação e para a comunicação interna. A harmonia entre os departamentos deve acontecer de modo análogo ao desenvolvimento digital, integrando dados sobre projetos e contatos de clientes e tornando acessível documentos importantes para o desenvolvimento dos negócios.

No entanto, é um novo comportamento do usuário de tecnologia da informação, que vê na virtualização uma forma de emancipação e já não difere mais a aquisição de recursos tecnológicos de qualquer outro insumo para o dia a dia da operação.

Computação em nuvem, Internet das Coisas e o fenômeno da mobilidade

Outro ponto importante que merece atenção dos gestores de TI é a chamada “malha de dispositivos”, um termo cunhado pelo Gartner e que cada vez mais deve ser utilizado. Trata-se do extenso conjunto de pontos utilizados para acessar aplicações e informações, bem como interagir, fazer negócios etc.

Como a cloud computing ampliou o poder tecnológico das pessoas e empresas, a mobilidade ganhou muita força e deve dar a tônica da movimentação tecnológica nos próximos anos. A utilização de dispositivos móveis, wearables (tecnologias vestíveis) etc., cada vez mais, vem movimentando o mercado. A própria utilização de sensores da Internet das Coisas abre caminho para uma série de aplicações de negócios.

Dentro dessa tendência, usuários comuns e profissionais estão cada vez mais móveis, cada vez mais cercados por esta malha de dispositivos que, por sua vez, podem estar ligados a sistemas back-end via diversas redes ou operar isoladamente.

O desafio, logicamente, está em administrar essa malha de dispositivos dentro das empresas, tanto do ponto de vista da segurança da informação quanto da capacidade de conexão, além da ampliação das possibilidades de gerar negócios e potencializar resultados.

4. Automação: um mundo cada vez mais automatizado requer um novo olhar dos gestores

Há algum tempo, empresas de todos os portes e segmentos têm se conscientizado de que a automação é muito importante para agilizar a comunicação nos processos de negócios, minimizar custos devido a erros manuais e ineficiência, estabelecer uma hierarquia de trabalho, melhorar a produtividade, entre outras vantagens.

No entanto, nos últimos cinco anos, a automação deixou de ser um discurso e vem sendo perseguida por todos os negócios realmente interessados em melhorar resultados e se adequar às exigências de mercado, sobretudo no que diz respeito à competitividade — em que tempo e eficiência fazem toda a diferença.

Quando olhamos para as tendências em automação, inevitavelmente nos deparamos com movimentos tecnológicos da chamada era da transformação digital. A seguir, veja as principais tendências nesse cenário:

Tudo o que você precisa saber sobre automatização de deploy

A automação industrial e a Internet das Coisas

As discussões sobre o impacto da Internet das Coisas (Internet of Things – IoT) na automação industrial estão se intensificando. A evolução em curso das tecnologias que impulsionam a Internet das Coisas, dizem especialistas como Bill Lydon, editor do portal Automation.Com, estão promovendo acessibilidade a sistemas de automação industrial com desempenho mais elevado e custos mais baixos.

“Tecnologias IoT incluem processadores de alto desempenho com baixo custo, sensores mais baratos, softwares analíticos, sistemas de visão, computação em nuvem e arquiteturas de sistemas altamente distribuídos. Esses desenvolvimentos estão expandindo as opções para diminuir investimentos e facilitam o acesso a sistemas de automação industrial de maior valor”, afirma o executivo.

Essas ações interferem também diretamente na qualidade do serviço prestado ou do produto oferecido. Medidas mais assertivas contornam não só o desperdício mas a produtividade em alto nível, elevando também as formas de especialização e o nível técnico das equipes envolvidas.

A indústria 4.0 ganha uma visão mais estratégica da automação

Cada vez mais se fala em “indústria 4.0”, que, em suma, se refere à aderência de tecnologias disruptivas no meio industrial. Esses negócios mais antenados com as tendências tecnológicas, apontam alguns especialistas, estão impulsionando mudanças e promovendo uma automatização adaptável que integra unidades de produção com outras funções de negócios, incluindo a logística, o atendimento ao cliente e a distribuição.

“A maior parte dessas iniciativas é a aplicação da tecnologia para otimizar a coordenação de todos os aspectos da indústria, incluindo design, cadeia de fornecimento, automação da manufatura e gerenciamento de ciclo de vida. Estamos passando por uma evolução que vai levar a ecossistemas mais ágeis e eficientes de clientes, fornecedores, fabricantes e logística de distribuição”, aponta Bill Lydon.

O aumento do desempenho de fabricação requer comunicações sem atrito e interação entre os sistemas corporativos e a área produtiva — para gerar maior agilidade e precisão nas tarefas desenvolvidas. Entre as medidas incorporadas, é possível incluir a adoção de sensores, vídeos, sistemas de análise de dados, robótica etc.

A computação em nuvem está modificando a maneira como as empresas lidam com a automação

Computação em nuvem e virtualização estão acelerando a demanda por automação. Isso porque a execução de trabalhos e processos em diversas máquinas e infraestrutura requer mais recursos, que podem ser adquiridos com mais facilidade.

A cloud computing tem permitido tornar os processos de negócios cada vez mais interligados e dependentes de tecnologias de TI. É aí que nasce o conceito de automação self-service: o usuário final de um processo de negócio pode escolher a partir de um catálogo de serviços uma solução de automação de TI e iniciar o processo por si só, sem a necessidade de envolver alguém de operações de TI.

Por exemplo, um analista de negócios precisa de um relatório atualizado a partir de uma solução de BI. O processo de atualização dessa solução poderia envolver várias tecnologias, mas com automação de TI isso é algo com que o analista de negócios não precisa se preocupar.

A automação como recurso para a redução dos custos de TI

O número de diferentes tecnologias que compõem os departamentos de TI está crescendo, mas a equipe e os orçamentos permanecem os mesmos — em alguns casos, devido à crise econômica, gestores de TI estão sendo obrigados a cortar pessoal e lidar com orçamentos mais modestos.

Diversos especialistas têm apontado a automação de TI como catalisadora para impulsionar a eficiência e reduzir o custo das operações por meio da automatização dos processos e do uso intensivo dos recursos. Atentar para a utilização otimizada dos recursos de uma organização pode nortear positivamente a adoção dos sistemas de automação.

A automação como potencializadora de Big Data

As empresas, grandes e pequenas, estão cada vez mais contando com os dados para tomar decisões críticas quase em tempo real. Como o volume de dados aumenta, o mesmo acontece com o número de diferentes fontes de dados que alimentam datacenters e soluções complexas, como business intelligence (BI) e outras que fazem análises variadas.

Dentro disso, a automação de TI ganha força, pois há a necessidade de automatizar e integrar essas diferentes fontes para melhorar a qualidade das análises e dos relatórios gerenciais. Como quase nenhuma ação é feita sem a análise de indicadores, esta se torna uma parte muito importante.

Logo que o termo “Transformação Digital” começou a ganhar força, a Harvard Business Review publicou um artigo sobre por que as empresas precisam de gestores de TI melhores para lidar com as tendências tecnológicas cada vez mais frequentes e disruptivas. Foram apontados nesse artigo alguns aspectos de liderança digital que fariam toda a diferença:

•    criação de uma visão de como a empresa se transforma diante das novas tecnologias do mundo digital;

•    envolvimento de toda a organização na busca pelo crescimento tecnológico;

•    canalização da energia corporativa (produtiva, inovadora) por meio da governança digital;

•    quebra de silos no nível de liderança para impulsionar transformação digital.

Diante de tudo que apontamos neste post, podemos dizer que concordamos com esses pontos, mas a questão é: como os gestores de tecnologia da informação encontram essa liderança digital?

O desafio talvez esteja em demonstrar aos executivos de negócio o quanto essas tendências tecnológicas podem ser úteis para o desenvolvimento corporativo, especialmente em um momento de contenção de despesas por conta da crise econômica enfrentada pelo país.

Logo, para assumir o comando da transformação digital, gestores de TI devem incorporar um novo papel, o de “diretor digital”. Não significa que é preciso se transformar em um guru, mas sim em um “evangelizador”, que traz as novidades e as apresenta de uma forma fácil para compreensão de todos.

Fazer da gestão da tecnologia da informação um potencializador de resultados, especialmente à luz dessas tendências apontadas, tem muito mais a ver com uma nova postura de liderança do que com capacidades de investimento. O mercado está cada vez mais recheado de opções em consultorias, fornecedores, soluções e serviços. Basta estar bem informado e firmar as melhores parcerias.

Obviamente, a transformação digital deve ser gerida preferencialmente por etapas, sendo impossível sua incorporação da noite para o dia. Há soluções, serviços e costumes legados que não podem ser suplantados, enquanto outros podem ser incorporados aos poucos ou testados antes de sua efetivação.

No entanto, é preciso estar consciente de que as empresas e os gestores que se adéquam melhor a essa nova realidade saem na frente na corrida pelo ganho de mercado e pela inteligência competitiva. Ou seja, mesmo havendo um tempo de adaptação, é um investimento com alto retorno para a organização.

Esperamos que este material tenha sido bastante útil tanto para refletir sobre os novos rumos da gestão da tecnologia da informação quanto para agir rumo à era da transformação digital, aproveitando todos os benefícios que esses novos paradigmas oferecem para empresas e profissionais da área.

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2018-09-04T12:24:49+00:001 Comment