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O guia completo sobre CALMS em DevOps

A adesão ao DevOps é uma realidade, e boa parte das empresas de TI já não conseguem mais fugir dela. Esse framework — que, muitas vezes, é considerado uma verdadeira cultura a ser implementada dentro das organizações — está em consonância com as principais práticas adotadas após a chegada da transformação digital da nova era.

As empresas que ainda não se propuserem a considerar a sua adesão ficarão para trás, ainda lidando com práticas rígidas, inflexíveis e que podem levar a sérios gargalos em sua organização.

Dentro desse contexto surge o CALMS, um modelo que está alinhado com a filosofia DevOps e que pode orientar as melhores práticas para os gestores de TI. Porém, muitos ainda desconhecem o que ele é e como pode potencializar os resultados obtidos com esse framework.

Vamos mostrar, neste artigo, o que é CALMS, quais são seus pilares, seus benefícios e mostrar por que ele pode ser um aliado importante para seu negócio nesse momento de transformação. Boa leitura!

O que é CALMS

O CALMS é um acrônimo para Culture (Cultura), Automation (Automação), LeanIT (Metodologia Lean), Measurement (Mensuração) e Sharing (Compartilhamento). É um termo que passou a ser utilizado a partir de 2008, sendo creditado ao Jez Humble, um dos co-autores do livro “O Manual DevOps”.

Quando foi criado, sua ideia era conseguir quebrar gargalos existentes entre o setor de Desenvolvimento e Operações — um dos principais pilares do DevOps. Esses gargalos eram causados, principalmente, pelas discrepâncias entre setores.

Imagine, por exemplo, trabalhar dois setores com gestores, metas, prazos e métricas totalmente diferentes? Era complicado alinhar essas duas questões, de forma que isso comprometia os resultados do negócio em sua totalidade.

Foi justamente dentro desse contexto que surgiu o DevOps e, consequentemente, o modelo CALMS, que orienta a aplicação desse framework nas empresas.

O CALMS traz as principais diretrizes para a adesão do DevOps de forma otimizada, devidamente orientada, transformando as estruturas internas para esse fim. Ele permite a análise da conjuntura atual, o apontamento do que deve ser feito e as diretrizes a serem seguidas pela organização para uma implementação segura de DevOps, a fim de conseguir os melhores resultados.

Ele é fundamental para que se possa compreender o estágio em que a organização está no presente momento, se ela está realmente preparada para a adesão do DevOps e, caso não esteja, aponta quais são os caminhos que devem ser seguidos para conseguir adotá-lo com eficiência.

Esse modelo engloba todos os stakeholders envolvidos, incluindo também os responsáveis pelo produto, operações de TI, os especialistas em Quality Assurance e as equipes de desenvolvimento.

Importância de cada letra do CALMS

Cada letra do CALMS representa uma questão que deve ser trabalhada em sua organização, a fim de implementar uma verdadeira cultura DevOps em seu negócio. Por isso, é fundamental que você entenda não só o que cada uma representa, mas também sua importância no processo de implementação dessa cultura. Veja o que significa cada uma das letras a seguir.

Culture (Cultura)

Talvez seja uma das letras mais importantes e, consequentemente, mais conhecidas letras do CALMS. Isso porque sempre se propaga a importância de que o DevOps não é uma ferramenta ou uma metodologia, mas sim uma verdadeira cultura — e o acrônimo começar pelo “C” não é à toa, evidenciando a importância desse conceito.

As ferramentas utilizadas para DevOps, na verdade, fazem parte e integram a cultura organizacional. Elas refletem, de forma direta, o que a empresa produz, como realiza suas atividades, como direciona e como entrega seus produtos para o cliente final.

A cultura perpassa questões fundamentais, como o relacionamento interpessoal dos membros das equipes de Desenvolvimento e Operações — uma premissa básica do DevOps. Por isso é imprescindível que a implementação dessa cultura perpasse pela forma como as pessoas se relacionam entre os setores de TI, quais canais utilizam para se comunicar, o uso das metodologias ágeis em suas rotinas, entre outros.

Essas questões estão intrinsecamente presentes na cultura organizacional focada em DevOps e é um dos pontos que mais precisa de atenção por parte dos gestores de TI. Quando essa cultura é frágil ou não está devidamente alinhada com os interesses da organização, isso interfere diretamente na qualidade dos resultados da instituição como um todo.

Alguns dos pilares primordiais dessa etapa são:

  • foco nas pessoas e em como elas pensam;
  • adesão de uma cultura da experimentação;
  • promoção de uma cultura de integração entre desenvolvimento e operações;
  • responsabilidade compartilhada entre equipes;
  • blameless — adesão de uma cultura livre de culpa por erros nos processos.

Automation (Automação)

A automação é um ponto fundamental não só do DevOps, mas das empresas de TI que queiram estar alinhadas com o momento da transformação digital. Por isso, não seria diferente que o acrônimo CALMS englobasse esse termo.

O foco dessa questão é conseguir automatizar tarefas internas, principalmente aquelas etapas do fluxo de criação, minimizando erros humanos que podem causar problemas e prejuízos tão prejudiciais para seu negócio.

A automação também realiza a documentação de cada processo, auxiliando também na padronização dos passos.

Ela é extremamente vantajosa para as equipes de TI, não só pela redução dos erros humanos. Afinal, o trabalho manual custa tempo e dinheiro. Por isso, é melhor deixar que os sistemas automatizados realizem essas funções.

Por exemplo, os desenvolvedores podem gastar 75% do seu tempo em busca de erros e problemas de desempenho de forma manual, utilizando logs e relatórios de clientes que, muitas vezes, por desconhecimento técnico, são demasiadamente vagos. De forma automatizada, esse processo é feito muito mais rapidamente, minimizando os prejuízos gerados.

Essa etapa deve ser feita com cuidado e atenção por parte dos gestores. Isso porque, caso seja feito com gaps e gargalos, em vez de auxiliar, poderá prejudicar o processo de desenvolvimento completamente, entregando soluções com defeitos e problemas para o cliente.

Alguns dos pontos fundamentais dessa etapa são:

  • automatize quase tudo que for possível;
  • mantenha tudo aquilo que for necessário para que o processo de desenvolvimento, testes e releases em seus controles de versão.

LeanIT (Metodologia Lean aplicada ao TI)

Uma cultura bem aplicada e sistemas de automação eficientes não são o suficiente para uma implementação DevOps. Afinal, se ainda há gargalos nos processos de Desenvolvimento e Operações, a tendência é que eles se perpetuem ao longo do tempo.

Para minimizar isso, é fundamental contar com o LeanIT e, é por isso que ele compõe o CALMS. Metodologias Lean são capazes de desenhar com maior eficiência as etapas de entrega de cada área da organização. A partir disso, torna-se possível analisar, identificar e redesenhar os pontos que podem estar causando maiores gargalos e índices de retrabalho.

Muitos recursos aplicados nas empresas são apenas extras, que realmente fazem pouca ou nenhuma diferença na experiência do cliente ao longo do tempo. Por isso, a aplicação de Metodologia Lean é fundamental para que você invista apenas naquilo que, de fato, pode ser o diferencial para seu negócio.

A partir dessa identificação e das modificações propostas, é possível otimizar o fluxo de entrega, com maior velocidade e eficiência, dois pilares fundamentais para o sucesso dos negócios em TI atualmente.

Alguns de seus princípios são:

  • mantenha o foco no cliente e no valor gerado para ele;
  • elimine todos os focos de desperdício;
  • adote a entrega contínua;
  • foco no aumento de aprendizagem.

Measurement (Mensuração)

Como saber se as medidas anteriores estão, de fato, surtindo os efeitos necessários? Sem a etapa de mensuração, isso se torna praticamente impossível. Uma cultura organizacional bem aplicada, com estratégias de automação e redução de gargalos podem não ser o suficiente.

Determinadas ferramentas e técnicas podem não ser aquilo que sua empresa necessita, sendo necessário reformular processos. Mas como isso pode ser reconhecido? Ocorre por meio da mensuração.

Essa etapa é fundamental, também, para a geração de feedbacks, sejam eles positivos ou negativos. Afinal, como suas equipes vão identificar que estão no caminho certo se você não souber apontar para eles como o trabalho está sendo feito de forma bem-sucedida?

A mensuração também permite gerar conhecimento sobre a organização, bem como gerar previsibilidade sobre problemas, imprevistos e acidentes que possam vir a ocorrer, identificando suas possíveis causas e os primeiros sinais antes que aconteçam.

Dessa forma, os gestores podem se prevenir, evitando as falhas ou, até mesmo, criando planos de contingenciamento, a fim de reduzir os prejuízos.

Com logs e dashboards em mãos, os gestores têm informações o suficiente para que possa analisar possíveis falhas e gerar melhorias constantes para seu negócio.

Essa mensuração deve ser feita em todos os níveis do negócio, incluindo até mesmo regras do negócio, para que se possa fazer as mudanças necessárias para ter uma melhor eficácia e melhores resultados em todas as áreas.

Alguns de seus pilares são:

  • mensure tudo que for possível;
  • apresente melhorias constantes;
  • adote a melhoria contínua em seu negócio;
  • adote o monitoramento e controle;
  • realize análises de desempenho constantemente.

Outro ponto importante a ser ressaltado é a necessidade de saber escolher as KPIs certas para avaliação de resultados. Não é porque algo pode ser mensurado que ele deva ser escolhido pelo seu negócio para esse fim.

Muitas vezes a análise de determinada KPI será apenas para consumir tempo das equipes de monitoramento, mas não trará os resultados necessários. Por isso é fundamental que os gestores definam aquilo que realmente deve ser avaliado e focar na análise dessas métricas.

Pense na questão de LeanTI nesse aspecto: muitas vezes menos é mais. Foque naquilo que realmente é necessário para seu negócio.

Sharing (compartilhamento)

As informações organizacionais não podem mais ficar centradas nos gestores de cada departamento, principalmente ao implementar uma cultura DevOps, que incentiva a integração entre as equipes.

O conhecimento, quando compartilhado, consegue auxiliar os times a trabalharem de forma mais organizada e integrada, evitando que os processos sejam dependentes dos demais departamentos e, principalmente, de determinados colaboradores.

Imagine, por exemplo, em um ambiente de centralização de informações, que apenas um colaborador é responsável por determinada etapa do projeto e apenas ele tenha as informações sobre o que estava fazendo. Em determinado momento, antes da conclusão do trabalho, ele decide sair da organização, levando consigo as informações sobre a situação.

Diante desse cenário, o funcionamento do fluxo de desenvolvimento fica demasiadamente prejudicado. Até que se resolva a questão, poderá acarretar em um desperdício de tempo que poderia ser gasto com otimizações no desenvolvimento da solução.

Em um modelo CALMS, os responsáveis por Desenvolvimento e Operações devem trabalhar juntos, de forma a descobrir melhores soluções, triar e corrigir erros antes que causem problemas reais para o negócio.

Com o compartilhamento de informações, caso uma pessoa saia do processo, isso não interfere no andamento do projeto, nem interfere no funcionamento do fluxo, de forma que ele se torna autossustentável.

Da mesma forma, o compartilhamento de dados é fundamental para que se consiga o nivelamento de conhecimento dos times, de forma que todos possam colaborar, da mesma forma, nas etapas de desenvolvimento e operações.

Como você pôde perceber, todas as etapas que citamos acima se comunicam, de forma que elas se tornam fundamentais para criar um ambiente sustentável em DevOps, dentro dos parâmetros da transformação digital e uma cultura organizacional orientada para a adesão do DevOps.

Alguns dos pilares dessa etapa são:

  • cultura do compartilhamento;
  • adesão de maior colaboração entre membros;
  • cultura da transparência;
  • feedback contínuo para os times.

Importância de CALMS em DevOps

O CALMS é responsável por orientar a adesão do DevOps nas organizações de TI, de forma a identificar se é, de fato, o melhor momento para isso. Caso seja identificado que ainda é necessário realizar algumas mudanças, ele também auxilia a identificar o que precisa ser mudado, a fim de que o processo seja adotado com o máximo de eficiência possível.

Além disso, o CALMS também permite o monitoramento de erros. Isso significa que as equipes possuem as ferramentas e autonomia para verificarem as soluções criadas constantemente e descobrir falhas e problemas de desempenho antes mesmo do relato do cliente, promovendo uma conduta de melhora contínua que é capaz de encantar o seu público ao longo do tempo.

O CALMS, aplicado com plataformas de monitoramento de erros, é capaz de discernir quais são os pontos que necessitam de melhorias, fornecem um diagnóstico preciso dos erros existentes, de forma que os gestores consigam identificar quais são os pontos de melhoria e realizar as mudanças necessárias o quanto antes.

O modelo permite avaliar onde que o monitoramento de erros é mais útil para os líderes e desenvolvedores inseridos em um contexto de DevOps.

Ele também permite uma adoção mais responsável do DevOps, minimizando possíveis falhas na implementação. Afinal, se o framework é implementado já com erros a priori, toda a execução das ferramentas posteriormente também será falha.

Por isso o modelo CALMS é fundamental. Ele orienta os gestores a identificarem quais são as medidas que precisam ser adotadas, exatamente quais os pontos de melhoria e o quanto a empresa precisa amadurecer para realmente poder adotar o DevOps internamente.

Benefícios de utilizar CALMS em DevOps

Mas por que utilizar o modelo CALMS para a implementação de DevOps em detrimento a outros modelos que também podem ser utilizados? Quais os seus diferenciais? Por que ele é tão importante? Veja a seguir alguns dos pontos que evidenciam a vantagem do CALMS em DevOps.

É uma forma de identificar a maturidade da sua empresa no atual momento

Como saber qual o ponto que sua empresa está no momento? Afinal, para que a aplicação do DevOps seja feita, é fundamental que seu negócio esteja preparado para isso. E o modelo CALMS é a melhor opção para essa avaliação.

Ele permite que você identifique os seguintes pontos:

  • a cultura organizacional atual é voltada para as práticas de DevOps?
  • é preciso implementar uma maior integração entre as equipes antes de começar a adotar o DevOps?
  • minha empresa prioriza a automação de processos? Se ainda não, o que está impedindo isso?
  • minha empresa utiliza uma política de enxugamento de processos internos ou ainda há muitos procedimentos e estruturas supérfluas que podem estar encarecendo e causando gargalos nos processos?
  • estou utilizando as métricas certas para mensuração dos resultados?
  • estou utilizando métricas em excesso para a avaliação dos resultados?
  • as informações entre os setores estão sendo devidamente compartilhadas entre os colaboradores ou há gargalos que estão impedindo o fluxo de conhecimento?

Essas questões permitem que os gestores responsáveis identifiquem o que ainda precisa ser modificado para conseguir começar a implementar o DevOps na empresa. Caso contrário, a adesão pode ser, até mesmo, prejudicial.

Por isso o modelo CALMS é fundamental: ele orienta os gestores a observarem essas questões e minimizam possíveis falhas que possam prejudicar os resultados do seu negócio.

Ele oferece a estrutura necessária para a aplicação do DevOps

Ainda relacionado com o item anterior, o modelo CALMS é capaz de apontar as diretrizes para as quais os gestores devem olhar ao optar pelo DevOps. Assim, ele conseguirá olhar para esses 5 pilares de forma adequada, observando seus pormenores e sabendo exatamente no que deve investir em seu negócio.

Ela mostra como os pilares são intercambiáveis

Todos os pilares do modelo CALMS comunicam entre si. Isso mostra a solidez do modelo para ser aplicável em uma estratégia DevOps. Por exemplo, a adoção das estratégias de automação precisa estar dentro de uma cultura organizacional forte e, também, ser implementada dentro de uma lógica Lean IT. Caso contrário, será apenas mais um procedimento supérfluo e custoso para seu negócio.

É uma alternativa a modelos mais rígidos

O modelo CALMS, por exemplo, pode ser uma alternativa interessante para outros modelos mais rígidos e que, consequentemente, não são tão alinhados com o DevOps. Por exemplo, ele é uma alternativa ao ITSM (Information Technology Service Management), um modelo de abordagem feita para projetar, entregar, gerenciar e melhorar a forma como o TI é aplicado em uma organização, sendo um modelo mais próximo ao ITIL.

Ele potencializa os resultados do DevOps

Outro benefício do modelo CALMS é que ele é responsável por uma potencialização dos benefícios do DevOps, tais como:

  • maior segurança da informação;
  • maior agilidade nas entregas para o cliente final;
  • aumento da confiabilidade na organização;
  • maior colaboração e sinergia entre as equipes;
  • redução de custos operacionais;
  • redução de erros internos, entre outros.

Com isso sua empresa consegue elevar ainda mais os resultados oferecidos por essa cultura DevOps e se destacar dos concorrentes no mercado.

A adesão do Sourcing no CALMS

Muitos especialistas na área de DevOps acreditam que, atualmente, há a necessidade da adesão de uma nova letra no acrônimo CALMS — que assim, se transformaria em CALMSS, com a adesão do Sourcing (terceirização).

A terceirização tem sido cada vez mais adotada nas empresas de TI como uma forma, até mesmo, de enxugamento de quadro de pessoal e de rotinas, mantendo determinados processos nas mãos de especialistas, que serão mais aptos a exercerem algumas atividades cruciais para seu negócio.

Por exemplo, se as soluções desenvolvidas pelo seu negócio necessitam de experts em Segurança da Informação, uma opção pode ser terceirizar esse serviço para uma empresa que trabalhe essencialmente com esse ponto.

Assim, você deixa que seus colaboradores trabalhem com aquilo que eles realmente dominam, minimizando as falhas nesse setor tão vital e estratégico para as soluções de TI (segurança de dados). Enquanto isso, a empresa terceirizada tem a liberdade para implementar as melhores ferramentas direcionadas para esse fim, minimizando os riscos de crimes cibernéticos e vazamentos de informação ocorrerem. Todos saem ganhando com isso.

As consultorias também entram nesse rol de terceirização, o que pode ser primordial para reduzir falhas e gargalos existentes internamente e que os gestores não estejam identificando.

Diante desse cenário, as empresas que implementam o DevOps têm, cada vez mais, adotado o Sourcing como uma conduta estratégica para o negócio, com bons resultados nesse aspecto. Outro

O CALMS em DevOps pode representar uma verdadeira revolução para seu negócio, a fim de que possa diminuir possíveis gargalos operacionais, trabalhar de forma eficiente dentro de uma metodologia Lean e oferecer subsídios para uma cultura organizacional forte, automações que sejam, de fato, úteis para o negócio, mensurações de métricas importantes e o compartilhamento de informações internamente.

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