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Você conhece bem as principais áreas de TI?

Você conhece bem as principais áreas de TI?

Os recém-formados nos setores tecnológicos têm um mercado abrangente para ingressar, uma vez que, na área de TI, há vários cargos que oferecem bons salários, funções desafiadoras e que exigem conhecimentos diferentes que podem se encaixar em vários perfis.

Até mesmo aqueles que já estão trabalhando e desejam estudar um pouco mais para obter outros saberes e, talvez, se aventurar em novos ambientes, têm várias opções. Então, que tal conhecer um pouco mais sobre algumas das principais delas?

Saiba quais são as principais áreas de TI

1 – Segurança da Informação

Essa é uma das áreas de TI mais bem pagas para os iniciantes, afinal, a segurança da informação é essencial em qualquer empresa. O profissional que começa trabalhando nesse setor recebe, em média, cerca de R$ 2100, podendo chegar a até R$ 9000. O analista de segurança é o responsável pela proteção dos dados da instituição em diversas vertentes. Ele precisa criar barreiras que resguardem a segurança dos equipamentos, sistemas operacionais de servidores e clientes, além de monitorar tentativas de ataques hackers. Caso invasões ocorram, esse é o profissional que deve eliminar as ameaças.

Essa é uma área TI que exige um grande conhecimento em protocolos, como o TCP/IP e as inter-redes, ferramentas de monitoramento, configuração de redes etc. Além disso, o analista deve estar sempre antenado às novidades relativas ao seu setor. Para conseguir esses conhecimentos e outros, o estudante pode tentar ingressar em universidades que ofereçam os cursos de Ciência ou Engenharia da Computação e Informática. Depois de formado, os e-commerces são os principais captadores desse profissional.

2 – Suporte técnico

Essa é uma área de TI tão indispensável quanto a de segurança, pois o suporte é o responsável pela solução dos problemas ocorridos no dia a dia da empresa. Ele deve sanar questões rotineiras como consertos de computadores, acessos aos sistemas operacionais etc. O profissional desse setor deve entender sobre estrutura de redes em geral, além da utilizada na empresa, sistemas de gestão de TI e de banco de dados, bem como sobre hardwares e softwares. Também é preciso estar sempre atualizado em relação a esses temas, dando um foco maior aos últimos.

Por ser uma área mais básica, o salário não é tão alto, sendo inicialmente oferecido um montante no valor de R$ 1000, mas podendo chegar até R$ 7000. Em contrapartida, também não é exigido tanto estudo — dependendo da empresa, apenas um curso técnico em informática ou em análise de suporte já é suficiente.

3 – Programação

Como existem diversas linguagens de programação, esse profissional pode se enveredar para vários setores de atuação dentro do mesmo nicho. Ele pode desenvolver softwares empresariais ou pessoais, criar sites ou aplicações web e ainda fazer a manutenção de qualquer um dos citados. Diferentemente dos outros campos das áreas de TI, o ideal seria que o programador já soubesse em qual deles quer atuar para estudar alguma linguagem específica. Isso porque alguém que trabalhará com web precisa ter algumas noções diferenciadas daqueles que atuarão com softwares.

No primeiro caso, é necessário entender sobre os códigos voltados à internet, como HTML, CSS etc., como fazer o site performar bem, sistemas de back end, entre outros. Já para os softwares, linguagens como C podem ser mais úteis, assim como integrações a equipamentos físicos (impressoras, TVs, drivers de CD/DVD) etc. — ou seja, são mundos diferentes.

Porém, para ambos, um curso técnico em informática ou um bacharelado em Ciência da Computação ou Sistemas de Informação podem ser muito úteis. Além disso, os salários são variáveis, mas circulam entre R$ 1800 e R$ 9000. As linguagens escolhidas e o foco de aprendizado são os detalhes que vão diferenciar um programador do outro.

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4 – Qualidade de Software

Menos conhecida do que algumas outras áreas de TI, a qualidade de software se aproxima um pouco da programação — um pouco porque os testers (ou testadores) trabalham após a fase de desenvolvimento do software, buscando falhas no produto. A sua função é importantíssima, pois é esse profissional que garantirá o bom funcionamento dos aplicativos antes deles chegarem ao mercado. Sem uma boa equipe de testes, é provável que os usuários finais não fiquem satisfeitos com a utilização do programa.

Seus salários também são variáveis, até porque existem empresas especialistas em testes de software que trabalham com alguns freelancers. No entanto, geralmente os valores giram em torno de R$ 1500 a R$ 8500 para àqueles que são funcionários contratados. Para ser um bom tester é preciso conhecer algumas linguagens de programação, como Java e Ruby, ferramentas de automação, ter pós-graduações etc. O curso de Análise e Desenvolvimento de Softwares pode ser uma boa escolha de bacharelado, mas outros cursos livres e/ou especializantes, como o da Fundação Bradesco, também podem ser de grande valia.

5 – Administração de Redes

Hoje em dia, estar conectado à internet é tão essencial quanto a própria conexão local da empresa. E ambas as funções são delegadas ao administrador de redes, um profissional que, além de fazer esse gerenciamento, também deve estar atento aos recursos computacionais ligados a ela. Essa é uma das áreas de TI que exige mais conhecimento técnico, pois será necessário identificar cabeamentos, equipamentos, softwares etc. com extrema facilidade. Geralmente, quem trabalha com redes tem uma boa experiência no mundo tecnológico, sendo quase que um especialista.

Para adquiri-la, certificações da Microsoft como a MCP, MCSE e MCSA, além da Cisco-CCNA, são de suma importância. Elas são tão essenciais que são vistas, até mesmo, como obrigatórias ao administrador de redes, pois ele terá que lidar com diversos processos. Entre eles, seus principais afazeres estão relacionados à instalação, manutenção e ampliação da rede local. Isso envolve funções como a orientação aos administradores e, dependendo da empresa, aos usuários, acompanhamento e controle de performance, prática de segurança de dados etc.

Com tantas responsabilidades, o salário não poderia ser ruim. Embora o início de carreira pague R$ 1600, um funcionário sênior pode receber até R$ 10000. Além disso, bacharelados especializados em redes ou em Ciência ou Engenharia da Computação podem ajudar a subir o valor do montante inicial.

6 – Programador mobile

Com o avanço das tecnologias e popularização dos smartphones, o serviço de programador mobile se torna cada vez mais necessário. Ele é responsável por criar aplicações para tecnologias mobile — smartphones, tablets, aparelhos vestíveis, entre outros — para os sistemas operacionais disponíveis atualmente. É um setor bastante aquecido, já que muitas empresas contratam programadores mobile para criar aplicativos para uso interno ou, até mesmo, facilitar a disponibilidade de serviços para seus clientes. Com isso, a demanda é alta e sempre constante.

Para isso, é preciso que ele tenha conhecimentos nos diferentes sistemas operacionais existentes — principalmente Android, Windows Phone e iOS —, Java, Swift, Objective-C, HTML, CSS e Javascript e ter conhecimentos de ferramentas de modelagem de aplicativos, User Experience (UX) e User Interface (UI). Também é essencial que o profissional observe quais são as demandas do mercado, o que o cliente espera, quais são as tendências de aplicativos desenvolvidos e que conquistam a atenção do usuário. A média salarial para quem começa nessa área é de R$ 2800, podendo chegar a R$ 4800 ao alcançar o patamar sênior.

7 – Administrador de banco de dados

O administrador de banco de dados cumpre um papel estratégico em um mundo cada vez mais orientado para a ciência de dados. A informação é, atualmente, a moeda mais valiosa do mercado e, portanto, deve ser protegida e bem administrada. O profissional que atua nessa área deve fazer a gestão adequada dos bancos de dados, cuidando da sua proteção e garantindo a disponibilidade constante das informações.

Essencialmente, sua função é instalar, configurar e administrar os data centers. Também é responsável por desenvolver sistemas de bancos de dados, zelar pela segurança das informações — em trabalho conjunto com o especialista em segurança da informação —, realizar procedimentos periódicos de backup, fazer a emissão dos relatórios quantitativos de eficiência, entre outras funções primordiais.

Para que o profissional atue nessa área, além da formação em Ciências da Computação ou áreas correlatas, ele deve ter conhecimento e domínio em Banco de Dados Oracle, SQL-Station, gerenciador de mocelos ModelMart, DBExaminer, entre outros pontos essenciais para execução dos serviços. Também deve ter domínio de sistemas operacionais e entendimento básico de arquitetura de computadores. Um profissional que ocupe essa função pode começar recebendo, em média, R$ 3200 e chegar a até R$ 8200 em sua carreira.

8 – Especialista em Cloud Computing

A computação em nuvem é uma realidade cada vez mais constante em todas as empresas de TI. O Gartner estima que, até 2020, serão raras as organizações que não utilizarão esse modelo de computação em seus negócios — será o equivalente ao uso da Internet nas organizações no início dos anos 2000. Por isso, o especialista em Cloud Computing será um profissional estratégico e extremamente requisitado nas organizações nos próximos anos. Ele deverá ter a habilidade de planejar, executar e direcionar a capacidade de processamento e armazenamento de dados na nuvem, de forma consistente.

Também deve ser capaz de proporcionar segurança às informações e a infraestrutura necessária para que os profissionais que trabalham de forma integrada a ela, como especialistas em Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas e em HPC — High Performance Computing.

A pessoa que trabalhará nessa área deve adquirir as principais certificações cloud, veja quais, a seguir:

  • Certificação Amazon AWS: Nível Foundation, Nível Associate e o Nível Professional;
  • Certificate of Cloud Security Knowledge: Nível Open, Nível Professional e o Nível Architect;
  • Google Cloud Architect;
  • VMware Certified Professional;
  • Red Hat OpenStack;
  • Certificação Microsoft Azure.

As certificações são fundamentais para que você se atualize com as arquiteturas e plataformas existentes e consiga aprimorar seu currículo, conseguindo se destacar no mercado. O salário do especialista nessa área, em média, inicialmente é de R$ 2400 e pode alcançar, em média, até R$ 12.700.

9 – Chief Technology Officer

O Chief Technology Officer também é conhecido como Diretor-Chefe de Tecnologia. É o profissional responsável por ter uma visão ampla de toda a empresa de TI, bem como é um grande especialista nas mais diferentes áreas, tendo uma visão e responsabilidades muito maiores do que um gerente de TI. Ele deve ter um perfil analítico, criativo, atento às inovações tecnológicas e em questões sociais, ter uma visão empreendedora, ampla experiência e conhecimento em tecnologia e ter uma comunicação direta e clara.

Suas funções são bastante abrangentes, incluindo até mesmo o desenvolvimento de ideias próprias e, também, da empresa. O profissional deve realizar pesquisas sobre a área, observar brechas de oportunidade, minimizar riscos, definir e comunicar para parceiros, investidores e colaboradores sobre novas estratégias e estar sempre com foco no futuro da organização.

Também é o profissional responsável por identificar talentos que podem ser incorporados à empresa ou aos colaboradores internos, que podem se tornar grandes líderes dentro da organização ou compor os maiores e mais delicados projetos. O profissional que trabalha nessa área pode receber salário entre R$ 3500 a R$ 28000.

10 – Especialista em e-commerce

Uma das divisões mais requisitadas na área de TI, principalmente pelo crescimento do investimento em e-commerce nos últimos anos. O profissional desse setor é responsável por desenvolver e realizar a manutenção adequada dos sistemas de comércio eletrônico, bem como implementar mecanismos de segurança para a proteção dos dados sensíveis dos clientes.

Esse último ponto é essencial, já que esse tipo de comércio é bastante visado pelos cibercriminosos para obter dados de cartões de crédito e fraudar vendas. Além disso, também é responsável por manter a disponibilidade do site, evitando quedas que possam comprometer a lucratividade do responsável pelo e-commerce. O salário inicial é, em média, R$ 2900 e, no topo da carreira, um especialista em e-commerce pode chegar a R$ 15000.

Essas são apenas algumas das principais áreas de TI, mas existem diversas outras. Até porque a tecnologia abrange inúmeras possibilidades dentro do seu próprio nicho. É importante também que os gestores de TI saibam como fazer esses diversos profissionais se integrarem continuamente dentro do ambiente interno da organização, e uma das principais formas de realizar esse processo é por meio da implementação de uma cultura DevOps.

Essa é uma cultura que modifica a estrutura interna da empresa, com o objetivo de integrar desenvolvedores e administradores de forma que possam compartilhar experiências e soluções, superando os problemas que podem ocorrer durante as práticas de desenvolvimento e gerenciamento de projetos.

Assim, aplicar essa metodologia em seu negócio pode ser uma forma interessante de conseguir melhorar as rotinas internas e, também, criar uma cultura de colaboração entre todos os cargos na área de TI, algo que pode contribuir não só para o crescimento e desenvolvimento dos projetos, mas também para a própria sinergia das equipes no dia a dia.

Então aproveite e saiba mais sobre a como fazer a transformação com DevOps em sua empresa, de forma segura!

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Comentários

  • Edu Rojas Dantas

    REPLY

    Matéria interessante, me ajudou entender mais sobre como o mundo de TI de como é dividido com suas versatilidades….Procuro escolher uma área especifica, mas ainda não sei qual. Este conteúdo me auxiliou mais ainda para ter uma visão de por onde começar, como agregar conhecimento ao que tenho hoje.

    10 de dezembro de 2017
    • Matheus Cavalheiro

      REPLY

      Obrigado, ficamos felizes por ter te ajudado de alguma forma!

      11 de dezembro de 2017
  • Celso

    REPLY

    Matéria muito interessante! Me ajudou a decidir entre Engenharia da Computação e Ciência da Computação.

    10 de janeiro de 2020
  • Rafael

    REPLY

    estou com 37 anos e estou pensando em fazer Analise e Desenvolvimento de Sistemas. Penso em atuar com nas seguintes áreas: Segurança da informação | Suporte Técnico e Qualidade de Software.
    Dúvidas:
    Existe preconceito com idade nessa área ? estarei com 39 anos quando me formar.

    22 de janeiro de 2020
      • Maria Vitória

        REPLY

        Oi, tenho 16 anos de idade e estou cursando Programação. Já estou pensando em qual carreira devo seguir no meu futuro próximo e acabei ficando com muitas dúvidas por conta das diversas vertentes que a área abrange, portanto esse artigo foi útil e me ajudou bastante.

        17 de fevereiro de 2020
  • Ionar

    REPLY

    Olá!!!
    Me tira uma dúvida, quero fazer o curso de sistema da informação ( superior), porém vou começar pelo técnico TI pra te uma base.
    Será que só com o técnico consigo arrumar um bom trabalho pra posteriormente poder pagar a faculdade.

    24 de janeiro de 2020
  • Rafael

    REPLY

    Curso de ADS na Policamp cidade de Campinas é recomendável?

    28 de janeiro de 2020
  • Joao

    REPLY

    Olá, será que compensa mesmo fazer uma faculdade de ciência da computação ? Ainda mais na Unip em São Paulo

    3 de fevereiro de 2020
  • Rafae Luz

    REPLY

    Uma graduação em sistemas de informação ou análise e desenvolvimento de sistemas é menos importante e menos atraente para o mercado do que uma em ciências da computação?
    Posso ter uma boa colocação no mercado de trabalho apenas com sistemas da informação, por exemplo?

    4 de maio de 2020
  • rendrick

    REPLY

    oie,tenho 19 anos e vou começar na area de programçao e seguraça da informaçao, mas nao irei estudar isso no brasil,tem alguma diferença de ensino??

    18 de julho de 2020
  • Olá, eu tenho catorze anos e estou em dúvida na área de ti, eu estou querendo uma profissão nessa área que desenvolve ou crie os softwares e os sistemas e também gosto de programação, qual profissão é a indicada pra quem quer criar software e desenvolver, qual profissão vc me indica, e mais uma coisa fazendo esse curso e um de programação eu terei chance de embarcar na indústria de jogos!

    4 de agosto de 2020
    • Samuel, você pode começar fazendo cursos de programação como por exemplo no Senac. Na faculdade se escolher ciencia da computação, você estará caminhando para trabalhar em empresas desenvolvedoras de software ou locais que demandam de desenvolvedores e será possível migrar para games, saiba que terá uma curva de aprendizado. Mas, se o seu desejo é trabalhar com desenvolvimento de games é melhor você já se especializar nisso, com cursos voltados para criação de games. Hoje em dia já existem faculdades que oferecem uma grade especifica para isso.

      6 de agosto de 2020
  • Francisco de Assis

    REPLY

    Ola. Parabens pelo artigo, o conteúdo sanou algumas dúvidas. Iniciarei o curso de Sistemas de Informacoes esse semestre( Bacharel – Universidade Veiga de Almeida) e seria grato por algumas dúvidas as quais pudesse ser sanadas.

    Sou formado em administração, tenho 35 anos, inglês avançado, na sua visão de mercado, a aderência a esse segmento T.I.( almejo projetos e atuação no segmento corporativo), ha alguma limitação para inserção considerando idade X e por ser segunda graduação?

    Aguardo um retorno.

    15 de agosto de 2020
    • Boa tarde Francisco, obrigado! A idade em si não será um impeditivo, o que acontece algumas vezes é o pessoal não se sentirem a vontade em seleciona-lo por esperar que vc queira receber um salário mais condizente com sua idade + experiencia, mas estando aberto a “começar” ganhando um pouco abaixo do que ganha hj não terá grandes problemas. O que seria muito mais interessante seria ir entrando aos poucos na área de TI na sua empresa atual, caso esteja empregado. Abraços e boa sorte nessa nova caminhada.

      17 de agosto de 2020

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