Transformação DevOps: saiba como fazer de forma segura!

Como reunir o que há de melhor no desenvolvimento de software e nas operações de TI? DevOps é a palavra que utilizamos para nos referir a um grupo de conceitos que vem se espalhando rapidamente por toda a comunidade técnica e que cobre diversas atividades e processos já conhecidos ou que estão surgindo no ramo da tecnologia.

Atualmente, o mercado de TI vem deixando de ser meramente considerado como suporte e tem interfaces cada vez mais correlacionadas às estratégias de um negócio, em qualquer que seja o segmento de atuação da empresa.

A TI Bimodal passa a ser realidade em diversos contextos, trazendo situações em que padrões mais tradicionais precisam ser conectados e resolvidos dentro de novos paradigmas.

Para melhorar a qualidade e confiabilidade dos processos, diminuir erros, otimizar custos e recursos, é fundamental compreender a relevância do DevOps, fazendo com que seja possível aproximar e aprimorar as relações entre desenvolvimento e operações.

Quer saber mais a respeito? Continue sua leitura, pois este artigo traz tudo o que você precisa saber sobre DevOps!

Afinal, o que é DevOps?

DevOps é um termo derivado das letras iniciais de Desenvolvimento e Operações. A nova palavra formada visa trazer a ideia de interligação entre eles e não apenas a conceituação dessas áreas como sendo duas funções desconexas.

O novo nome surgiu no final da década passada, justamente para tratar do conjunto de práticas que automatiza os processos entre as equipes de desenvolvimento de software e de TI, para que seja possível a criação, os testes e a liberação de softwares de maneira mais rápida e confiável. Ou seja, estamos falando não apenas das atividades de uma ou de outra área, mas também das correlações estabelecidas entre elas.

O conceito de DevOps é fundado na construção de uma cultura de colaboração entre equipes que historicamente funcionavam de forma apartada. Observando as insatisfações e problemas levantados por membros e equipes de operações em TI, bem como das comunidades de desenvolvimento de software, iniciou-se o processo de formação de uma nova cultura em que pudessem ser superadas as disfunções entre esses setores.

As principais questões estavam relacionadas ao modelo tradicional de desenvolvimento de software, que exigia uma separação organizacional e funcional entre aqueles que escreviam os códigos e os responsáveis pela implantação e suporte a esse código.

Os objetivos acabavam sendo distintos e, por vezes, até concorrentes. As lideranças e interesses eram diferentes. As métricas e indicadores de desempenho não passavam aos gestores a correta noção de sinergia entre as áreas e atividades. Ao ponto de, inclusive, as áreas de desenvolvimento e operações sequer ocuparem o mesmo edifício, o que dificultava até mesmo a comunicação.

Nesse contexto, fica claro perceber que cada uma das áreas, muito provavelmente, trabalharia apenas com o foco em suas rotinas, como se fossem fim em si mesmas. Ou seja, pessoas preocupadas somente em realizar seu trabalho e cumprir com suas obrigações, não havendo qualquer tipo de visão do todo.

Em essência, esse modelo aproxima o desenvolvimento da operação com o objetivo de simplificar processos e integrar as áreas, alcançando maior qualidade nas entregas e redução no tempo de resposta ao cliente.

Ao buscar pelo desenvolvimento de uma cultura, promovida pelo movimento DevOps, as empresas buscam por benefícios como maior confiança, maior agilidade no lançamento de softwares, incremento da capacidade de resolver problemas críticos, além de um gerenciamento mais efetivo e planejado. Nesse contexto, profissionais certificados são fundamentais para garantir a correta criação e implantação dessas práticas.

Quais as práticas e tecnologias mais utilizadas?

É bem possível que você esteja vivenciando em sua empresa as dores causadas por ainda utilizar um modelo mais tradicional, com equipes isoladas e canais de comunicação ineficientes.

É importante, portanto, que saiba que o DevOps começou de maneira espontânea em fóruns online e encontros de comunidades e que agora tem seus conceitos reconhecidos como sendo de fundamental importância em todo mercado de tecnologia. Ou seja, para que se tenha sucesso, é primordial contar com a participação e o engajamento de todos. O DevOps não deve, então, ser apenas uma diretriz institucional, imposta de cima para baixo.

Uma estratégia interessante pode ser a formação da equipe por meio de um curso de DevOps. O investimento em capacitação é, sem dúvidas, uma das principais formas de garantir a efetividade das ações e o comprometimento das equipes.

O que impulsionou o DevOps inicialmente foi o surgimento e melhoria dos provedores de serviços em nuvem, com a possibilidade de hospedagem de determinadas partes do processo que antes faziam parte da infra e que passaram a compor diretamente os códigos, facilitando a integração e diminuindo os custos.

Algumas empresas, como os gigantes Google e Amazon, conseguem lançar um número grande de deployments por dia. Para tanto, é necessário ter o processo bastante alinhado e confiável, para não gerar problemas nos códigos que já estão em funcionamento. Uma das motivações do DevOps é, justamente, aumentar a probabilidade de os erros se tornarem menos frequentes e diminuir a ocorrência de breaks.

Companhias de todos os tamanhos passam a implantar essas práticas, até por necessidade de sobrevivência no mercado. Algumas startups já surgem dentro dessa nova cultura. Entre as principais práticas adotadas, podemos citar:

7 Passos Para Iniciar DevOps

Testes Automatizados

Os desenvolvedores de software ágeis são, normalmente, pessoas que prezam enormemente pela qualidade, em virtude de seu foco em escrever código de alto nível, com baixíssima quantidade de erros e cujos testes possam ser realizados o mais rápido possível, afinal, isso é intrínseco à metodologia ágil.

Como resultado, o teste de regressão automatizado é uma prática comum adotada por equipes ágeis, que, às vezes, é estendida às abordagens de testes iniciais, como desenvolvimento orientado a testes e desenvolvimento orientado a comportamento.

Como as equipes ágeis geralmente executam seus conjuntos de testes automatizados várias vezes ao dia e como consertam qualquer problema que encontram imediatamente, elas desfrutam de níveis mais altos de qualidade do que as equipes que não o fazem. Esta é uma boa notícia para a equipe de operações que insiste que uma solução deve ter qualidade suficiente antes de aprovar sua produção.

Painéis Automatizados

A prática de usar painéis automatizados é análoga ao Business Intelligence (BI) só que orientado à Tecnologia da Informação. Há dois aspectos para isso, inteligência de desenvolvimento e inteligência operacional. A inteligência de desenvolvimento requer o uso de ferramentas utilizadas para gerar e mensurar indicadores. Por exemplo, seus meios de gerenciamento de configuração que registram quem verificou o quê e quando foi feito.

As ferramentas de integração contínua também podem registrar quando uma compilação ocorre, quantos testes foram executados, por quanto tempo os testes foram executados, se a compilação foi bem-sucedida, quantos testes foram bem-sucedidos e assim por diante.

Esses dados brutos podem ser analisados e exibidos em painéis automatizados. Utilizando esse tipo de gestão à vista, as atividades são otimizadas, pois as informações passam a estar disponíveis a todos, em tempo real, favorecendo os processos de governança e de gerenciamento dos times.

Integração Contínua

A integração contínua é a disciplina que estuda a construção e validação um projeto, por meio de testes de regressão automatizados e também análises de código, sempre que o código atualizado é verificado no sistema de controle de versão.

A integração contínua é uma das práticas de desenvolvimento ágil mais interessantes, pelo menos do ponto de vista de um desenvolvedor, que normalmente está associada ao DevOps. Permite que os desenvolvedores trabalhem em soluções de alta qualidade com segurança em etapas pequenas e regulares, fornecendo feedbacks imediatos sobre defeitos de código.

Participação ativa das partes interessadas

Uma filosofia fundamental do DevOps é que os desenvolvedores, a equipe de operações e as pessoas de suporte devem trabalhar em conjunto regularmente. Todos eles devem sempre enxergar um ao outro como partes interessadas importantes na execução e construção dos processos.

Ou seja, devem procurar ativamente trabalhar juntos. Uma prática comum dentro da comunidade ágil é o chamado “cliente no local” que motiva os desenvolvedores ágeis a trabalharem de perto com os negócios.

Os agilistas disciplinados dão um passo além com a prática da participação ativa das partes interessadas, que afirma que os desenvolvedores devem trabalhar de perto com todas as partes interessadas, incluindo as operações e a equipe de suporte — não apenas as partes interessadas nos negócios. Esta é uma via de mão dupla: a equipe de operações e suporte também deve estar disposta a trabalhar de perto com os desenvolvedores.

Suporte à Produção

Em ambientes corporativos, a maioria das equipes de desenvolvimento de aplicativos está trabalhando em novas versões de uma solução que já existe na produção. Eles não apenas trabalharão no novo lançamento, mas também terão a responsabilidade de resolver sérios problemas de produção.

A equipe de desenvolvimento será muitas vezes referida como “suporte de nível três” para o aplicativo, porque será a terceira (e última) equipe a se envolver na correção de problemas críticos de produção. Embora a necessidade de fazer suporte de produção de nível três seja comum, com a exceção de Kanban e Disciplined Agile Delivery (DAD), muitos métodos ágeis tratam apenas desse esforço.

Um efeito colateral importante dessa prática é que ela dá aos desenvolvedores uma apreciação dos tipos de coisas que ocorrem na produção, proporcionando-lhes oportunidades de aprendizado para melhorar a maneira como projetam as soluções em primeiro lugar.

O Guia do Versionamento e Integração Contínua em TI

Quais as vantagens das práticas de DevOps?

Na sua essência, o DevOps é uma cultura, um movimento, uma filosofia. É um compromisso seriamente firmado entre desenvolvimento e operações, enfatizando uma mudança de mentalidade, melhor colaboração e integração mais estreita.

Ele une agilidade, entrega contínua, automação e muito mais, para ajudar as equipes de desenvolvimento e operações a serem mais eficientes, conseguindo buscar pela inovação de forma mais rápida e, assim, propiciarem mais ganhos às empresas e clientes, por meio de  atendimentos diferenciados com o uso das práticas de DevOps as a service.

Então, ao contrário dos conceitos tradicionais de desenvolvimento ou operações, na verdade não existe um único DevOps, pois seu significado pode trazer diferentes percepções dependendo de quem está considerando o assunto. Um dos principais benefícios do DevOps é que a expertise é in loco e interna. Essa localização fornece às equipes controle e propriedade de todos os processos. Para reiterar, o DevOps tenta acabar com a existência dos silos que dividem equipes.

Sua cultura está relacionada à comunicação e colaboração em toda a cadeia de suprimentos de software para garantir o melhor resultado possível. Assim, o DevOps leva a um ciclo de desenvolvimento mais rápido, pois os processos são construídos em uma cultura de colaboração e comunicação no local.

O aumento da sinergia reduz o tempo necessário para passar do código de engenharia para o código de produção, resultando em maiores ciclos de desenvolvimento. Isso incentiva um ambiente no qual o código é liberado para a produção de maneira mais eficiente e eficaz. Por fim, o DevOps cria uma cultura de prestação de serviços contínua, na qual as equipes produzem ciclos mais curtos e mais consistentes.

No passado, uma equipe de desenvolvimento podia trabalhar o mais rápido que quisesse, mas se o aplicativo falhasse quando lançado, seus esforços eram quase desperdiçados. O DevOps combina as equipes de desenvolvimento e operações e cria uma sinergia nunca antes vista.

O DevOps torna a infraestrutura mais simples, sempre que possível, pois não precisa se encaixar na ferramenta de um fornecedor. Essencialmente, o DevOps é construído sobre o conceito de automação e é projetado para otimizar a produtividade, evitar defeitos e criar consistência.

Ao implantar uma cultura DevOps, a detecção de defeitos se aprimora, sua empresa sofre menos dores de cabeça pré e pós-implantação e há uma diminuição nas reversões. Além disso, se algo falhar — o que é inevitável — o tempo de recuperação é muito reduzido.

Em última análise, a cultura de DevOps inspira a busca contínua pelo alto desempenho, promovendo o compartilhamento de riscos. Compartilhar é cuidar de organizações com uma cultura de DevOps. Quando os membros da equipe compartilham ferramentas e códigos, os novos recursos são mais facilmente implantados.

Os profissionais de DevOps utilizam ferramentas de tecnologia para ajudar a operar e desenvolver aplicativos de maneira rápida e confiável. Eles realizam tarefas independentes — como implantar código ou provisionar infraestrutura — que normalmente exigiriam ajuda de outras equipes.

Em vez de depender de várias funções de desenvolvedores e operações para realizar suas respectivas tarefas, os membros individuais das equipes de DevOps podem trabalhar para solucionar problemas e determinar suas próprias resoluções.

O aumento da comunicação e colaboração tem como resultado uma cultura de confiança entre os membros da equipe. Essa confiança permite que os membros se sintam à vontade para experimentar, na esperança de melhorar os produtos e serviços. O objetivo das equipes de DevOps é melhorar o valor do negócio, trabalhando com uma entrega contínua de produtos que satisfaçam as necessidades do cliente.

Se há um ponto de atenção é que o DevOps não é mágico e as transformações não acontecem da noite para o dia. A boa notícia é que você não precisa esperar a decisão da alta gerência de implantar esse tipo de iniciativa em grande escala. O trabalho de reduzir os silos e o fomento a uma cultura baseada na colaboração pode começar com pequenos esforços, ajudando a equipe a se reunir para pesquisar as necessidades dos clientes e inovar com base nessas deficiências.

Quais são os aspectos de segurança envolvidos?

Como vimos, o DevOps promove uma cultura de entrega e atualizações contínuas de software, integrando desenvolvimento e operações. Além disso, a abordagem de entrega do DevOps oferece às organizações uma oportunidade de reduzir os riscos gerais de segurança no software. Ele oferece aos grupos de segurança uma chance real de introduzir a segurança no início do ciclo de desenvolvimento, para que possam resolver os problemas anteriormente.

Quando olhamos para o processo de desenvolvimento de software, vemos as etapas de planejamento, codificação, teste, liberação e, em seguida, implantação e monitoramento. Normalmente, as garantias de segurança se fazem necessárias na entrada dessas etapas, perto da fase de implantação e são tipicamente integradas no código, em vez de serem parte integrante dele desde o início.

Com o DevOps, tudo pode ser correlacionado desde o início. O conceito de mudança simplesmente significa mover as tarefas de segurança para o começo do cronograma de desenvolvimento.

A injeção de ferramentas de análise de código e testes automatizados de penetração no início do processo de desenvolvimento possibilita que as organizações identifiquem e eliminem problemas de segurança em todas as etapas do processo de desenvolvimento. No momento em que o software chega ao estágio de preparação e implantação, tudo que precisaria ser testado já foi testado.

Como mitigar os problemas de segurança ao se utilizar DevOps?

Ao adotar a cultura DevOps para agilizar os processos de desenvolvimento por meio da combinação de várias etapas em um único processo, foca-se em automatização e relacionamento.

Assim, diferentemente do processo tradicional de desenvolvimento que ocorre cascateado, os profissionais de TI de todas as áreas trabalham em conjunto desde o início para reduzir drasticamente o tempo para lançar um produto. Em vez de continuar a existir como autônomos, promovendo inciativas isoladas, a segurança da informação passa a ser integrada no processo desde o início.

Por meio da cultura DevOps há a integração de diversas áreas e funções, incluindo a segurança para o produto final. Assim, a entrada de todos os envolvidos no desenvolvimento começa mais cedo e, em seguida, o processo é automatizado para garantir tempos de liberação previsíveis, custos e qualidade. Dessa forma, é possível produzir softwares mais seguros e menos suscetíveis a problemas.

Ao usar a metodologia DevOps, a equipe de desenvolvimento consegue trabalhar em requisitos ligados à confiabilidade e análise da performance desde o início do projeto. Além disso, DevOps permite que os gerentes façam um acompanhamento mais próximo e assertivo de tudo aquilo que está envolvido nos trabalhos de desenvolvimento, testes e aprovações.

Há uma mudança de lógica. Antes, os testes eram realizados apenas com o produto acabado. Na cultura DevOps, os times executam as rotinas de testes etapa por etapa, buscando verificar se o desempenho está tal qual o desejado. Isso propicia uma facilidade na busca por falhas, desajustes, problemas e outras necessidades que ainda não foram contempladas pelas funcionalidades.

O software passa a ser continuamente corrigido em proporções bem menores e que demandam menos esforços, fazendo com que as etapas subsequentes sejam realizadas com maior confiabilidade.

O DevOps mantém as áreas integradas e permite a adoção de diversos mecanismos de autenticação. Pode ser disponibilizado em ferramentas com inquilinos múltiplos, permitindo autenticações no próprio servidor. Desse modo, os times trabalham de modo sincronizado, diminuindo a quantidade de erros involuntários que são, em grande parte, ocasionados pela interpretação incorreta de requisitos.

Há também maior possibilidade de se intervir ao longo das etapas de desenvolvimento. Como essa dinâmica trazida pela metodologia DevOps facilita a detecção de falhas, os colaboradores envolvidos podem intervir de maneira pontual, em tempo hábil para que os ajustes sejam feitos sem comprometer as atividades subsequentes.

DevOps é uma forma mais atual de ver as funções de desenvolvimento e operações. Ela cria novos paradigmas também no que diz respeito à segurança da informação. De modo resumido, pode-se dizer que a adoção de uma cultura DevOps embute mais segurança nos códigos e testes que acontecem durante o desenvolvimento de modo intrínseco, já que a possibilidade de que correções sejam feitas ao longo do processo é muito maior do que numa abordagem tradicional.

A metodologia traz os especialistas em segurança da informação no meio dos processos de desenvolvimento e não só na avaliação de um produto finalizado, o que também aumenta a capacidade em detectar pontos de vulnerabilidade, promovendo uma cultura de prevenção e correção antecipada.

Ou seja, DevOps não se trata de uma metodologia única e, sim, de uma cultura de desenvolvimento e operacionalização ágil, com integrações entre essas áreas da TI, propiciando ganhos significativos em qualidade, custos e também na segurança da informação.

Os entes deixam de ser pontos isolados e passam a ser considerados em um mesmo ambiente, mesmo que virtual, fazendo com que todos caminhem juntos, buscando atingir os objetivos propostos com maior agilidade e assertividade.

Agora que você já está por dentro da cultura DevOps, é hora de conhecer a GAEA e saber os motivos pelos quais você deve investir em uma consultoria para a implantação destas importantes práticas que farão toda a diferença no sucesso de seu negócio!

2018-09-19T15:07:31+00:002 Comments